Depois de oito dias de greve, a Fenaban (Federação Nacional do Bancos) apresentou proposta de reajuste de 7,5% para os salários do bancários, o que representa um aumento real de 2%. A indicação da entidade patronal também prevê aumento de 8,5% no piso salarial e dos auxílios-refeição e alimentação; e 10% na parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A reunião de negociação ocorreu durante toda a tarde desta terça-feira (25), em São Paulo.
O Comando Nacional de Greve dos Bancários ainda não tem uma posição oficial sobre a proposta dos Bancos, mas seu principal dirigente a classificou como muito positiva.
"Nossa greve forte fez com que os bancos fizessem proposta que pode ser apresentada aos trabalhadores. É uma boa proposta. Contempla aumento real, valoriza piso da categoria e dos tíquetes", avaliou Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
A representação dos trabalhadores ainda participa de negociação na noite desta terça-feira (25) com as direções do Banco do Brasil e Caixa Econômica, na ocasião em que novas propostas podem ser apresentadas aos funcionários do ramo financeiro.
NO PARÁ
Em todo o país, vão ocorrer assembleias nesta quarta (26) e quinta-feira (27), quando a categoria deve decidir se aceita ou rejeita a proposta da patronal. Em Belém, segundo informou a assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários, a reunião decisiva está marcada para as 17 horas desta quarta-feira (26), na sede do sindicato.
Rosalina Amorin, presidente do Sindicato dos Bancários do Pará/Amapá, informou em entrevista ao DOL que a entidade ainda não tem uma posição oficial sobre a proposta.
“Como a reunião acabou muito tarde, ainda não reunimos a diretoria do sindicato para debater se aceitamos essa proposta. Devemos ter uma posição no início da tarde desta quarta-feira (26)”, explica.
A dirigente também informou que não há previsão para que o Banco do Estado do Pará e o Banco da Amazônia acabem com o movimento paredista. “A última proposta do Banpará foi rejeitada pela categoria. Nós tínhamos uma reunião marcada com a direção do Basa para amanhã (quarta-feira), mas eles ainda não confirmaram se a mesa de negociação vai mesmo ocorrer.”, conta.
PROPOSTA DA FENABAN:
Reajuste - 7,5% (aumento real de 2,02% pelo INPC).
Piso - R$ 1.519 (reajuste de 8,5%, o que significa 2,95% de ganho real).
Caixa - R$ 2.056,89 (8,5% de reajuste).
Auxílio-refeição - R$ 472,15 (R$ 21,46 por dia), o que representa reajuste de 8,5%.
Cesta-alimentação e 13ª cesta-alimentação - R$ 367,90 (reajuste de 8,5%).
PLR - Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.540 fixos (reajuste de 10%), com teto de R$ 8.414,34 (reajuste de 10%). Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados para 2,2 salários, com teto de R$ 18.511,54 (10% de reajuste).
PLR adicional - 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 3.080 (reajuste de 10%).
Antecipação da PLR - 54% do salário mais valor fixo de R$ 924,00, com teto de R$ 5.166,01 e parcela adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre distribuído linearmente, com teto de R$ 1.540,00.
(DOL, com informações da Agência Estado)
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