O número de transplantes de órgãos sobe a cada ano. No Brasil, em 2011 foram realizados aproximadamente 23 mil operações. Somente transplantes de fígado foram 6 mil. Atualmente, no Pará, existem 47 pessoas esperando esse órgão. De 2005 a junho deste ano, foram captados mais de 100 fígados no Estado, mas apenas um paraense recebeu o órgão com transplante feito em Fortaleza, segundo dados da Associação Paraense Amigos do Fígado. O Pará não tinha nenhum hospital preparado para realizar esse tipo de cirurgia. Mas a partir de novembro, o Hospital Porto Dias (HPD), em Belém, começa a oferecer o serviço.
A notícia entusiasma a Associação Paraense Amigos do Fígado e pacientes que estão na fila de espera, que comemoram hoje o Dia Mundial de Doações de Órgãos. O HPD realiza palestras informativas de Transplante de Fígado e Compatibilidade nos Transplantes, para marcar a data, no auditório da instituição.
Semana passada, a Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes aprovou a estrutura do Hospital para implantação do primeiro serviço de transplante de fígado no Pará. Hoje, os centros que realizam esse procedimento estão nas regiões sudeste e sul. A partir de agora, o Pará não apenas doa órgãos, mas passa a atender seus pacientes. A expectativa é que isso reduza o tempo de espera pela cirurgia.
Para a Associação Paraense Amigos do Fígado, Benedito Ferreira, a novidade é esperançosa “Hoje eu tenho a certeza que menos pessoas vão morrer com essas doenças hepato-degenerativas. Antes, a cada três meses os pacientes paraenses que fizeram transplantes tinham que viajar para realizar um exame simples. Isso vai mudar”, se anima.
O diretor Técnico do HPD, Lourival Marcola, informa que existe um número elevado de pessoas esperando nas filas de transplante no Estado, onde só são feitos transplantes de rins e córnea. Em função disso, um grupo técnico formado por médicos, encabeçado pelo médico André Rodrigues, coordenador da Central de Transplantes do Pará, visitou e aprovou a estrutura do HPD, que também se prepara para realizar transplantes de coração. Por isso, segundo ele, não houve necessidade de grandes investimentos. “A estrutura para grandes atendimentos já existe, o hospital está preparado não só para transplantes como para qualquer outro procedimento cirúrgico”.
Os transplantes de fígado já foram autorizados pelo Ministério da Saúde e só está faltando acertar a papelada, mas até novembro, segundo o médico já devem começar a ser realizados os transplantes no HPD.
(Diário do Pará)
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