Os funcionários dos Correios começam, hoje, um mutirão para normalizar o serviço de entrega das correspondências que ficou prejudicado pela greve, que durou 17 dias. A previsão é de que em duas semanas todos os serviços estejam normalizados e sem atrasos nas entregas. O fim da paralisação se deu na última quinta-feira (27), por decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que aprovou o reajuste salarial de 6,5% e mais a conservação dos benefícios.
Ontem, pela manhã, os trabalhadores se reuniram em frente a agência central dos Correios, na Avenida Presidente Vargas, em Belém, para receber orientações sobre a decisão que resultou no fim da greve e o que deveriam fazer para retomar as atividades.
Apesar da determinação do TST de estabelecer o retorno imediato aos trabalhos, o expediente nas agências dos Correios no Pará começou apenas às 13h de ontem. A empresa informou que 90% dos funcionários compareceram ao serviço, além disso a categoria está ciente do mutirão que será realizado, hoje e amanhã, para regularizar o serviço de entrega de cartas.
Nas ruas, já era possível ver carteiros transitando e distribuindo as correspondências. “Em duas semanas, o serviço de entrega estará normalizado”, estimou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Pará e Amapá (Sincort), Paulo André da Silva. Ele avaliou o movimento como positivo, embora não tenha alcançado nem a metade do reajuste salarial que almejavam.
Os trabalhadores pediam um aumento de 43,7% e o Tribunal determinou 6,5%. “Foi um reajuste muito abaixo do esperado. Por outro lado, a empresa manteve todos os benefícios que estavam ameaçados de serem suspensos, como o plano de saúde, por exemplo”, disse Paulo André.
AGÊNCIAS
A dona de casa Merian Barbosa, 40, foi até a agência dos Correios, em Icoaraci, para quitar um débito e frisou que o funcionamento na parte interna estava normal. “Foi até rápido, mas deve ter sido porque tinha pouca gente”, comentou. O mesmo cenário de calmaria também foi registrado na agência central dos Correios.
HISTÓRICO
Os funcionários dos Correios no Pará e em Minas Gerais foram os primeiros a entrar em greve, no último dia 11 de setembro. No início, apenas 70 trabalhadores, de um total de 2,5 mil, adeririam ao movimento. A categoria – composta principalmente por carteiros – se antecipou em relação ao cenário nacional. Eles queriam um reajuste salarial superior a 43%. As negociações foram parar no TST, que deteminou o reajuste de 6,5% e o reorno imediato dos trabalhadores. A greve durou 17 dias.
(Diário do Pará)
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