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Sindicato denuncia aumento nos preços

O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gases Naturais e Bicombustíveis do Estado do Pará (SindiCombustíveis), Mário Melo, denunciou, ontem, que o governo federal está aumentando a alíquota de distribuidoras de algum

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O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gases Naturais e Bicombustíveis do Estado do Pará (SindiCombustíveis), Mário Melo, denunciou, ontem, que o governo federal está aumentando a alíquota de distribuidoras de algumas áreas do país, sem anunciar um aumento nacional. “Se nós aumentarmos o preço, a população vai achar que a culpa do aumento é dos distribuidores porque o governo não anuncia aumento nenhum”, afirma Melo.

Segundo ele, depois de um aumento da alíquota de áreas de quase todo o Nordeste, na semana passada o governo aumentou um centavo e hoje aumentou em mais dois centavos o litro da gasolina nas bases de Belém, Manaus, Uberlândia, Uberaba e Duque de Caxias.

O aumento, principalmente da gasolina, deve-se a fatores como a escassez do produto nos postos de combustíveis e ao aumento do preço do litro do álcool. Com o álcool mais caro, já não está sendo compensador comprar o produto já que o consumo desse combustível é mais elevado (em média seis quilômetros por litro, contra nove quilômetros por litro do carro a gasolina). O preço do álcool teria que ser no mínimo 30% mais barato do que o da gasolina para ser compensadora a troca do combustível na hora de abastecer.

Segundo Melo, há mais ou menos um ano, está mais compensador comprar gasolina, o que fez com que a demanda desse combustível aumentasse 23% nesse período, contribuindo mais ainda para o encarecimento do produto. Isso fez com que a Petrobras tivesse que importar gasolina, prejudicando a balança comercial. A Petrobras vem tendo prejuízos e alega que compra o produto a preço alto no mercado interno e vende barato no mercado interno.

“A situação é complicada porque nós dependemos do preço de compra”, afirma Melo. Ele disse também que o produto pode até faltar, como já aconteceu na semana passada em alguns postos de Belém.

(Diário do Pará)

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