Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros. Tantos personagens dentro da sigla LGBT não significa que eles se adorem e convivam em perfeita harmonia, como as cores da bandeira do arco-íris, símbolo gay. O preconceito entre a própria comunidade LGBT existe e não é utópico.
Um jovem advogado alegou em seu perfil do Facebook que vem sofrendo preconceito dentro da comunidade gay. Desde 2009, quando seu namorado morreu vítima de dengue hemorrágica, Christian Maltez diz sofrer preconceito dos próprios gays. Além de olhares de desconfiança, de amigos se afastando, ele afirma que a própria comunidade gay o virou às costas, quando suspeitou que ele era portador do vírus HIV.
“Resolvi postar essa reposta e meu resultado [de sangue, que deu negativo] pois gostaria de mostrar que o preconceito existe de quem luta contra o preconceito”, diz. “[Os gays] Querem respeito mas não conseguem deixar o preconceito”, afirma ele sobre a comunidade LGBT.
Gays ‘bofinhos’ não gostam de ‘pintosas’, que não gostam de travestis, que não vão com a cara de lésbicas ‘caminhoneiras’, que não se dão bem com bissexuais patricinhas e assim por diante são comuns, diz Eduardo Benigno, coordenador administrativo do Grupo Homossexual do Pará (GHP).
“Apesar de nós lutarmos contra, há um preconceito institucionalizado dentro da própria comunidade gay”, acredita Benigno. “Muito do preconceito acontece em função do poder econômico. Quem frequenta a boate de R$30 discrimina quem frequenta a boate de R$5”.
Para acabar com esse tipo de preconceito, Benigno diz que faltam espaços de sociabilidade e de combate à pratica discriminatória.
Segundo ele, esse tipo de homofobia também é crime e deve ser denunciado. “Minha orientação é de buscar o Centro de Referência e Prevenção a Homofobia”, diz. O centro fica na rua Senador Manoel Barata, 571, entre Pe. Prudêncio e Frutuoso Guimarães. (Antônio Santos/DOL)
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