A terceira idade é conhecida popularmente como “melhor idade”. É o tempo em que, para muitos, o trabalho de anos é recompensado com os dias livres e a tranquilidade da aposentadoria. Para a maioria dos idosos, pessoas com 60 anos ou mais, é um período importante para aproveitar a simplicidade e os pequenos prazeres da vida. Mas, parar viver bem, ficar atento à saúde é fundamental. O corpo já não é o mesmo da juventude e cuidados são necessários. Pensando nisso, o DIÁRIO encartou ontem o penúltimo fascículo da série Dr. Responde, dedicado inteiramente à saúde do idoso.
Henrique Soares, 76 anos, é enfático ao afirmar: “As autoridades, ao invés de se preocuparem em fazer obras faraônicas, precisam investir muito mais em saúde. Não é possível pensar em um tratamento de saúde para o rico e outro para o pobre. É o esteio maior da vida humana”.
Henrique trabalhou na área da saúde durante 52 anos, como dentista. Para ele, o Dr. Responde é um projeto válido porque conscientiza a população a respeito da necessidade de cuidar do seu bem-estar. “Qualquer iniciativa e qualquer projeto que vise aproximar as pessoas da área da saúde são válidos. O caderno é muito bom”, opina.
Uma das matérias da publicação ontem orientou os leitores a respeito de cuidados básicos necessários para garantir a longevidade. Henrique conta que, para quem já atingiu a terceira idade, precaução é palavra-chave. “Quem é idoso precisa fazer check-up, pelo menos, uma vez por ano. Com os tratamentos modernos, a expectativa de vida do homem já chega a 73 anos. Eu já passei três, mas pretendo chegar aos 80”, brinca. O aposentado trabalha para atingir a marca com uma boa alimentação, evitando carnes gordurosas e comendo muitas frutas e legumes.
Áurea Nascimento, 69 anos, segue o exemplo: “Eu gosto muito de goiaba, laranja, abacaxi, abacate e banana. Comida natural é muito melhor”, conta. A aposentada garante que já passa o costume para os netos. Leitora do DIÁRIO, Áurea afirma que o Dr. Responde é um bom guia para tirar dúvidas básicas a respeito de saúde que todo mundo tem. “Eu já acompanhei os outros temas. É um caderno bom porque oferece pra gente um lugar pra consultar sobre o assunto”, fala.
Segundo o IBGE, em 15 anos, a população brasileira deve ter cerca de 32 milhões de idosos.
(Diário do Pará)
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