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Estado lidera lista de câncer de pele no Norte

O Pará será o responsável por quase a metade dos novos casos de câncer de pele que serão registrados em toda a Região Norte até o final deste ano, segundo as projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca). De um total de 6.530 novas ocorrências, 3.090 d

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O Pará será o responsável por quase a metade dos novos casos de câncer de pele que serão registrados em toda a Região Norte até o final deste ano, segundo as projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca). De um total de 6.530 novas ocorrências, 3.090 devem ocorrer na população paraense. O dado preocupa a comunidade médica, que sempre chama atenção para a exposição ao sol – principal causa da doença.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia ressalta que não existem dados, deste ano, sobre óbitos provocados pelo câncer de pele, cujo tipo mais grave é o melanoma. Sabe-se apenas que a enfermidade deve afetar 134 mil brasileiros ao longo deste ano de 2012 e o mesmo também pode se repetir em 2013.

Segundo o Inca, a doença provocou a morte de mais de três mil brasileiros entre 2009 e 2010. A maioria destes óbitos foi de homens – 1.669. A doença, também, representa 25% do total de tumores malignos no país.

Ao contrário do que se imagina, ninguém está imune ao câncer de pele, mas, dependendo do tipo, as pessoas de pele clara e com idade acima de 40 anos podem ser as mais vulneráveis. Em Belém, a população praticamente é um alvo fácil, pois a a falta de infraestrutura urbana contribui para que as pessoas fiquem mais expostas aos raios ultravioletas. Numa parada de ônibus que não tem cobertura , por exemplo, a pessoa fica exposta ao sol enquanto aguarda o coletivo.

Era por volta da 15h quando encontramos Cristina Thomaz, 44, nessas condições. Ela estava no ponto de ônibus que fica na avenida Almirante Barroso, próximo a travessa Humaitá, onde não há nenhum tipo de edificação que ofereça sombra para os usuários. “Aqui não tem como, o jeito é ficar sob o sol e torcer para que o ônibus passe rápido e a gente possa sair daqui”, comentou.

Cristina conta que possui algumas pintas pretas nos braços – parecidas com sinais. “Eu uso protetor solar e vou com frequência ao dermatologista porque isso (as pintas) apareceram em consequência do sol”, atentou. “Também procuro sempre andar com uma garrafa de água na bolsa para evitar desidratação, inclusive da pele”, acrescentou Cristina.

A assistente comercial Edna Azevedo, 44, não sai de casa sem antes passar o protetor solar. Previnida e vaidosa, também recorre a maquiagens que contém filtro solar. “Houve um tempo em que fui apelidada de ‘Sinha Moça’ porque eu só saia de casa com sombrinha para me proteger do sol”, comentou.

O cuidado redobrado veio depois que a mãe de Edna teve câncer de pele. “Apareceram umas manchas na pele do rosto dela, fomos ao dermatologista e a doença foi diagnosticada. Por sorte, foi descoberta cedo e teve tratamento”, relatou.

(Diário do Pará)

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