Investir no talento local, valorizando e reconhecendo a criatividade de quem faz publicidade e propaganda no Pará, para o Pará. Este é o objetivo do Prêmio DIÁRIO de Publicidade, que já caminha para o final da sua terceira edição. Ontem, foi realizada no Hotel Crowen Plaza, em Belém, a quarta seletiva. Onze anúncios institucionais, 16 de varejo, oito videoteipes (VTs) institucionais e três VTs de varejo foram avaliados. Todo material foi produzido por agências de publicidade paraenses no último mês.
No total, 20 jurados fizeram as avaliações dos materiais. Quem julga os trabalhos é uma equipe reconhecida de especialistas, com experiência na área da comunicação, alocados em grandes empresas locais. Profissionais gabaritados, que também são anunciantes e, portanto, compreendem o funcionamento do mercado publicitário. Três peças de cada categoria serão selecionadas para disputar as finais que deverão ocorrer em dezembro.
“As peças estão realmente muito boas. Eu notei que houve uma preocupação com a qualidade da produção e com o cuidado na hora de regionalizar os materiais”, comenta o jurado e diretor comercial da construtora PGD, Luís Gustavo Gusmão. Justo, Gustavo confessa que deu nota máxima a uma campanha feita para uma empresa concorrente. “Eles tiveram uma preocupação em estudar a cidade. O Pará está na moda e Belém é a metrópole que está no centro disso. Então, falar dos nossos costumes, da nossa gente, dos nossos pontos turísticos é sempre relevante”, fala.
O gerente de Imagem e Comunicação do Banco da Amazônia, Luiz Lourenço, comenta que os VTs desta seletiva estavam bem melhores que os da anterior. “A qualidade dos VTs, principalmente dos institucionais, está bem alta. No varejo é mais difícil inovar, mas ainda assim nós percebemos alguns elementos novos”, observa. Para o gerente, o equilíbrio no teor das peças é fundamental. “O desafio é linkar cultura, negócio e sustentabilidade, sem tornar a campanha bairrista ou forçada. As peças humanizadas, sem tantos recursos tecnológicos, são as que mais tocam o telespectador”, opina.
Segundo Lourenço, o prêmio DIÁRIO é importante porque funciona como uma espécie de termômetro para as agências. “É um dos grandes incentivadores da publicidade local porque, além de valorizar, submete as peças à avaliação. A partir daí, elas podem ser repensadas para se tornarem cada vez melhores”, explica.
Para um anúncio ser apto a concorrer ao prêmio, ele deve ser veiculado no DIÁRIO e ter formato mínimo de um quarto de página. Tanto nestes casos quanto para os VTs exibidos na programação da TV RBA, grande novidade este ano, os anúncios devem ter sido obrigatoriamente produzidos por agências locais.
Como prêmio, os primeiros colocados em cada uma das categorias ganham uma passagem para Paris. Em reconhecimento ao esforço, as agências poderão inscrever suas peças para concorrer ao Leão de Cannes, o maior prêmio publicitário do mundo. Além disso, os grandes vencedores terão seus anúncios veiculados tanto no DIÁRIO quanto na TV RBA com suas respectivas fichas técnicas, valorizando o trabalho da equipe.
(Diário do Pará)
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