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Paraenses continuam pagando caro pela cesta básica

Os paraenses continuam pagando uma das cestas básicas mais caras de todo o Brasil. Em setembro, esta alimentação sofreu uma elevação de 0,03% em relação a agosto, passando de R$ 262,33 para R$ 262,40. Segundo o balanço do Departamento Intersindical de Est

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Os paraenses continuam pagando uma das cestas básicas mais caras de todo o Brasil. Em setembro, esta alimentação sofreu uma elevação de 0,03% em relação a agosto, passando de R$ 262,33 para R$ 262,40. Segundo o balanço do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA), esta é a sexta vez consecutiva, somente este ano, que a alimentação apresenta variações.

O arroz foi um dos produtos que mais teve alta de preço, um reajuste de 15,76%. A banana (3,17%), farinha de mandioca (2,77%) e o açúcar (1,81%) também apresentaram reajustes. Em contrapartida, outros produtos ficaram com o valor mais baixo neste mesmo período, como a manteiga, com queda de 3,09%; o tomate, 2,28%; e a carne bovina com 1,40% mais barata.

De acordo com o balanço feito em setembro, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 787,20, sendo necessários quase 1,3 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação. A pesquisa mostra ainda, que para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu cerca de 46% do salário mínimo atual (R$ 622), e teve que trabalhar cerca de 92 horas e 49 minutos das 220 horas previstas em Lei.

A trajetória do preço da alimentação dos paraenses também mostrou que o preço de alguns produtos aumentou nos últimos nove meses. De janeiro a setembro de 2012, o feijão foi o que mais teve destaque, com um reajuste de 61,02%. Se comparado aos últimos 12 meses, setembro de 2011 até o mês passado, o reajuste dos alimentos foi de 11,30%, com destaque também para feijão (73,78%).

Das 17 capitais brasileiras pesquisadas pelo Dieese, Belém ficou entre as 10 cidades com o custo da alimentação mais caro no mês de setembro. Porto Alegre foi quem apresentou o maior valor da alimentação básica, com R$ 311,44. Manaus teve alta de 2,5%.

(DOL)

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