“A oferta só deve aumentar a partir de terça-feira (09). Por enquanto, as vendas e compras estão fracas”, disse o vendedor de pato Valdecir Teixeira. Ele trabalha na Feira da 25, um dos poucos locais onde é possível comprar a ave viva, em Belém. De acordo com a pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Pará, divulgada ontem, o comércio do pato vivo ainda apresenta timidez e os valores já estão salgados para o bolso do consumidor paraense.
Uma ave não custa menos de R$ 40 a unidade. A expectativa é que a partir deste final de semana, a oferta aumente e o preço esteja mais acessível. O pato é um dos principais ingredientes para o almoço do Círio.
Ontem a tarde, o cenário nos pontos de venda de patos vivos na feira era de trabalhadores sentados a espera de clientes. Durante os 20 minutos que a reportagem esteve no local, ninguém se aproximou das bancas para sequer perguntar valores. Valdecir comentou que o movimento fraco estava dentro do previsto e que só irá melhorar às vésperas do Círio, quando chega a vender 30 aves por dia.
Na feira, o pato pode ser comprado tanto vivo quanto abatido, com preços que vão de R$ 40 a R$ 70. Valores estes que o Dieese/PA considera abusivo. Mas Valdecir ressalta que o quilo do pato vivo não sai por menos de R$ 17 nesta época do ano – o que, segundo ele, justifica os valores finais encontrados pelos consumidores. “O que ainda pode sair mais em conta é a pata, que a gente vende por R$ 20, porque é menor”, sugeriu o vendedor.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar