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O ato de prolongar a vida com os alimentos

Na quinta edição da série especial Dr. Responde, do DIÁRIO, o tema abordado é “alimentos que prolongam a vida”. O fascículo vai apresentar dicas de como construir uma alimentação saudável e condizente com a sua idade. “Cada fase da vida tem suas caracterí

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Na quinta edição da série especial Dr. Responde, do DIÁRIO, o tema abordado é “alimentos que prolongam a vida”. O fascículo vai apresentar dicas de como construir uma alimentação saudável e condizente com a sua idade. “Cada fase da vida tem suas características e necessidades, então, nossa alimentação deve mudar entre elas”, explica a nutricionista e professora do curso de Nutrição da UFPA, Fernanda Moura. “Bebês devem se alimentar apenas do leite materno durante os primeiros seis meses, pois além de possuir todos os nutrientes necessários, o leite é rico em cálcio, que fortalece os ossos”, exemplifica, citando depois que pelo mesmo motivo é importante para pessoas idosas consumirem leite e derivados.

Fernanda explica que os alimentos são divididos em oito grupos alimentares: cereais, hortaliças, frutas, carnes, ovos, leite e derivados, feijões, óleos e gorduras e açucares e doces. “Não há alimentos que façam mal, nas proporções certas”, diz. A ingestão de diferentes alimentos propicia a absorção pelo organismo de diversos nutrientes, como as vitaminas, proteínas e carboidratos, e permite ao organismo funcionar com maior precisão. Fernanda alerta que uma alimentação saudável envolve além do equilíbrio na ingestão dos alimentos, um estilo de vida equilibrado também. “Pessoas que se alimentam bem, mas não desenvolvem atividade física ou recebem cargas grandes de estresse tendem a ter problemas de saúde e uma digestão ruim”.

A nutricionista explica que uma dieta desequilibrada pode levar a pessoa a desenvolver doenças. “O açúcar e o sal são importantes para o organismo, mas a concentração exagerada deles pode levar uma pessoa a desenvolver diabetes ou hipertensão”, cita. Outro grave problema é desenvolver quadros de obesidade, pois a concentração excessiva de gordura no organismo pode favorecer o aparecimento de diversas doenças.

CUIDADOS

A nutricionista cita que ler as informações nutricionais das embalagens dos alimentos consumidos é um bom hábito a se desenvolver. “É importante conferir quanto sódio se está ingerindo em cada alimento, pois assim podemos ter ideia de quanto sal consumimos por dia”. Fernanda explica que a Organização Mundial da Saúde sugere um consumo diário de 6 gramas de sal, mas a média nacional é o dobro disso. Manter uma rotina de exercícios, preferir alimentos naturais aos industrializados, dormir bem e manter horários controlados para as refeições são outras dicas que Fernanda apresenta.

(Diário do Pará)

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