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Indígenas protestam em Belo Monte

A ocupação de indígenas e pescadores ao canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no município de Altamira, oeste do estado ainda é tensa. De acordo com informações da ONG Xingu Vivo Para Sempre, por volta de 19h desta segunda-feira (8) cerca

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A ocupação de indígenas e pescadores ao canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no município de Altamira, oeste do estado ainda é tensa. De acordo com informações da ONG Xingu Vivo Para Sempre, por volta de 19h desta segunda-feira (8) cerca de 120 manifestantes indígenas das etnias Xipaia, Kuruaia, Parakanã, Arara do rio Iririr, Juruna, e Assurini, juntamente com pescadores da região, se uniram para protestar contra um possível não cumprimento de acordo firmado com a empresa Norte Energia, responsável pela execução da obra.

Os manifestantes estão há cerca de 24 dias protestando contra o barramento definitivo do rio Xingu, e ocuparam novamente a ensecadeira do canteiro de obras de Pimental para paralisar a construção de Belo Monte.

Ainda segundo a ONG, os indígenas tomaram as chaves de caminhões e tratores na ensecadeira, e os trabalhadores tiveram que deixar o local a pé. Os manifestantes acusam o empreendimento de fechar o rio sem que tenha sido solucionada a transposição de barcos de um lado a outro da ensecadeira, como exige a Licença de Instalação (LI) outorgada pelo Ibama.

De acordo com o órgão, o fechamento do rio não poderá ocorrer e a empresa não poderá interromper o fluxo de embarcações até que o sistema provisório de transposição de embarcações esteja em pleno funcionamento.

Para os indígenas, desta vez a ocupação deve permanecer até que todos os acordos firmados em julho tenham sido cumpridos. Os pescadores também reafirmam a intenção de permanecer por tempo indeterminado.

Desde as 11h desta terça-feira (9) o município está sem energia. Segundo uma moradora da cidade o problema vem se tornando comum desde que foi iniciado o crescimento populacional da cidade ocasionado pela implantação das obras.

A reportagem do DOL tenta contato com a Norte Energia, mas até o momento não teve resposta.

(DOL)

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