Segundo nota enviada pela Norte Energia na tarde desta quarta-feira (10), a Justiça Federal determinou reforço na segurança de bens e de pessoas presentes na área invadida por índios e ativistas de movimentos sociais no município de Altamira, que paralisaram as atividades na usina de Belo Monte desde às 19h da última segunda-feira (9).
Indígenas, pescadores e algumas pessoas contrárias à execução da construção integram o movimento em mais de 40 horas de ocupação do canteiro de obras da usina. Segundo a ONG "Xingu Vivo", o principal motivo da ocupação seria o não cumprimento de acordos firmados entre a empresa Norte-Energia, responsável pela construção da hidrelétrica, Ibama e comunidade.
Ainda de acordo com a nota, até o momento, não foi apresentada nenhuma reivindicação ou justificativa pela invasão, e a decisão judicial foi dada em resposta a ação apresentada pela Norte Energia e pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) para reintegração de posse da área ocupada. A nota esclarece também que a na ação, a empresa responsável pelo empreendimento e o consórcio de construtoras contratado para executar o projeto alertam sobre a grande quantidade de veículos pesados e também de materiais que podem ser depredados, além da existência de um paiol de explosivos no local que pode colocar em risco a vida de pessoas que não estivem habilitadas a manuseá-los de forma adequada.
No comunicado, a decisão do juiz federal Marcelo Honorato. "Determino que a Polícia Federal em Altamira coordene o trabalho de segurança das instalação adjacentes, bens de interesse federal, especialmente quanto ao local de depósito de explosivos". O magistrado também determinou que, nas próximas 48 horas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) faça a mediação entre a Norte Energia e os índios para uma saída pacífica dos ocupantes.
Entenda o caso: Indígenas protestam em Belo Monte
Continua protesto em canteiro de Belo Monte
(DOL)
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