“Todo mundo pensa em deixar um planeta melhor para nossos filhos. Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?” – esta frase circula pela internet já há algum tempo e ela deixa claro a necessidade de se valorizar a educação para alcançar o futuro que queremos.
Nessa segunda, 15 de outubro, os professores da rede particular aproveitaram para cobrar essa valorização e respeito por seu trabalho de educar as futuras gerações. A coordenadora-geral do Sindicato dos Professores da Rede Particular (Sinpro-Pa), Rosa Fares pede que a sociedade lembre que os professores são formadores de opinião, e responsáveis pelo desenvolvimento das crianças não só no âmbito acadêmico, mas na vida em sociedade. “Nós pedimos que nossa autoridade seja respeitada, e que isso não seja confundido com autoritarismo, é função também do professor ensinar regras e explicar a razão delas”, diz Rosa, que também é professora de sociologia.
Segundo ela, a direção das escolas deve mediar essa relação com os alunos e os pais, principalmente nas escolas particulares, onde o fato do aluno pagar as mensalidades o faz querer tratar o professor como patrão. “O professor tem sua parte nisso, ele deve ser atualizado e contribuir nessa consciência, trabalhando a disciplina, não com pressão, mas com esclarecimento”, completa a professora.
O clima em sala de aula e falta de valorização pode, além disso, estar interferindo na escolha de muitos jovens pela carreira de docente. “Há outras profissões que ganham muito mais, pelo que representamos, devíamos ganhar relativamente bem, ao menos”, afirma Rosa.
CONQUISTAS
É claro que existem conquistas a celebrar, em convenções coletivas de trabalho, a Sinpro-PA afirma ter conseguido alguns avanços para conseguir as condições mínimas para atuação dos professores nas escolas. Uma delas é uma bolsa de estudos integral que os filhos de professores recebem para estudar na escola onde os pais lecionam.
Caso estudem em outra escola, o desconto é de 50%. “Alguns professores acham que isso é oferecido pela direção como um agrado, mas não, esse é um direito conquistado e que deve ser exigido”, afirma a coordenadora do Sinpro.
Pelo acordo anual realizado pela categoria, a partir deste ano os professores também tem o período de recesso escolar definido. Começando no dia 26 de dezembro e indo até o dia 10 de janeiro. “Antes, não havia essa obrigatoriedade e o professor era chamado a qualquer momento para reuniões e outras atividades, o que agora não será permitido”, para a professora, isso permite a eles um descanso melhor e os ajuda a voltar mais motivados para o trabalho.
(Diário do Pará)
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