A agência do Bradesco localizada na Av. Pedro Álvares Cabral próximo ao Entroncamento em Belém amanheceu de portas fechadas na manhã desta terça (16). A paralisação da agência é um protesto do Sindicato dos Bancários do Pará não só contra a insegurança bancária no Estado, mas também pela intransigência da direção regional do banco que horas depois ao assalto ocorrido ontem, reabriu a agência bancária sem que os trabalhadores tivessem as mínimas condições emocionais e de segurança para retornarem as atividades.
A agência reabriu sem que os vigilantes tivessem as armas repostas, uma vez que os bandidos também roubaram os revólveres usados pelos vigilantes do banco. Além disso, o Bradesco informou que não irá emitir a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT), porque não houve feridos, mas esquece que mesmo assim houve traumas psicológicos e por isso há a necessidade de emissão do documento, já que os bancários e bancárias da agência foram ameaçados pelos criminosos que assaltaram o local por volta do meio dia desta segunda (15).
O caso - Seis homens armados renderam o vigilante e um dos funcionários que ficam no autoatendimento e invadiram a agência bancária rendendo clientes e demais funcionários do banco. Na fuga, os assaltantes levaram as armas dos três seguranças da agência.
A ação foi rápida, cerca de R$ 50 mil dos caixas foram levados. A polícia procura pelos criminosos, as motos utilizadas na fuga foram encontradas próximas a um shopping center na BR-316.
Essa é a 33ª ocorrência de violência contra bancos no Pará em 2012 registrada pelo Sindicato, 9 a mais que o mesmo período do ano passado.
A insegurança - Pela abordagem dos bandidos, a polícia acredita que esse crime tenha ligação com outros dois assaltos que aconteceram na Região Metropolitana de Belém em menos de um ano. Em todos eles, o que chama a atenção, é a facilidade com que os criminosos entram nas agências e levam o dinheiro.
Em julho desse ano, uma mulher de 50 anos conseguiu entrar com as armas pela porta giratória do Bradesco localizado na BR 316 depois de fingir usar marca-passo. A mesma estratégia foi usada em Santa Izabel, em outubro do ano passado, quando os vigilantes foram rendidos e a quadrilha roubou dinheiro do cofre e dos caixas.
De todas as ocorrências, apenas um acusado foi preso até agora. (DOL, com assessoria)
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