A empresa de Compra Premiada Consorte está sendo acusada de dar um “calote” em mais de 400 clientes de Tucuruí, ultrapassando os valores de R$ 2 milhões em apropriação indébita. A empresa Consorte - que prestava os serviços de venda de compra premiada em Tucuruí, desde 2007, foi denunciada na Depol e aos promotores do Ministério Público, em função da falta de cumprimento na entrega dos bens. Os objetos eram premiados nos sorteios mensais e, quando os clientes procuravam os responsáveis para a entrega das motos, uma nova data para a entrega era marcada.
Na última semana, a crise da Consorte teve uma reviravolta, culminando com o fechamento da loja em Tucuruí. Insatisfeitos com o “calote” sofrido, os clientes que não receberam seus prêmios - e nem a devolução do dinheiro pago ao longo de mais de três anos, conforme os planos contratados, resolveram buscar seus direitos junto à Depol e ao MP.
O GOLPE
Cerca de 400 contratos já foram identificados pela comissão de organização dos clientes que foram enganados pelos proprietários da Consorte. Segundo informações prestadas pelo radialista e cliente da Consorte, Ranieri Junior, mais de R$ 2 milhões foram pagos em prestações à empresa. “Até o momento os proprietários estão foragidos e sem condições de serem localizados”, diz.
Até março, a empresa era administrada por um empresário de Tucuruí, que vinha cumprindo rigorosamente a entrega aos premiados. Os empresários de Imperatriz (MA), Marcelo Gonçalves e Raimundo, proprietários da empresa RM Eletromotos Ltda, encamparam a Consorte e deram continuidade nos contratos existentes. Foi quando as operações de compra premiada em Tucuruí começaram a entrar em crise. Com as insistentes cobranças dos prêmios já sorteados e nunca entregues, os sócios resolveram desde a semana passada fechar a loja, sem dar nenhuma explicação aos clientes.
BUSCA E APREENSÃO
O delegado Jivago Ferreira acionou os investigadores e realizaram uma ação de busca e apreensão na loja, sendo encontrados apenas computadores e contratos na sede da Consorte em Tucuruí. Até o fechamento desta edição o paradeiro dos proprietários da Consorte ainda não foi descoberto. Segundo a comissão, até hoje, em atendimento à denúncia do MP de Tucuruí, a Justiça deverá expedir mandato de prisão dos sócios e de busca e apreensão dos seus patrimônios.
(Diário do Pará)
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