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Preço do litro do açaí tem a 4ª queda consecutiva

O preço do açaí caiu 4,74% em setembro e fechou o mês sendo comercializado, em média, a R$ 10,64, o litro. Este foi o quarto mês consecutivo de queda de valor, segundo o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicos (Dieese) do Pará

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O preço do açaí caiu 4,74% em setembro e fechou o mês sendo comercializado, em média, a R$ 10,64, o litro. Este foi o quarto mês consecutivo de queda de valor, segundo o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicos (Dieese) do Pará. A tendência é que o preço diminua ainda mais ao longo deste mês de outubro.

O Dieese pesquisou os valores em 25 pontos de vendas da Região Metropolitana de Belém, onde encontrou o vinho do fruto sendo vendido pelo preço mínimo de R$ 7 e máximo de R$ 12,96. Em agosto, o litro do açaí custava cerca de R$ 11,17. O Pará é o responsável pela produção de 600 mil toneladas de açaí por ano - o equivalente a 90% da produção nacional. Este mercado gera 100 mil empregos diretos e indiretos.

O açaí do tipo médio é o mais consumido pela população. No entanto, o do tipo “papa” também apresentou queda de preço. Em setembro, foi vendido a cerca de R$ 17,93, o litro. Uma diferença de 2,5% em relação ao mês anterior, quando foi comercializado por R$ 18,39. O tipo considerado grosso, atingiu o preço médio de R$ 15,02, em setembro. Em agosto, esta modalidade foi comercializada a R$ 15,64. Uma diferença de 3,96%.

De acordo com o Dieese, o preço do açaí não apresentou uma trajetória uniforme ao longo dos primeiros nove meses deste ano. Em janeiro, o vinho do tipo médio – o mais consumido – chegou atingir o valor de R$ 10,30, o litro. Neste caso, ainda que o litro do açaí tenha diminuído de preço nos últimos quatro meses, ele está 3,55% mais caro do que era vendido no início do ano. Se for comparado o reajuste de preço nos últimos 12 meses, a venda do litro de açaí aumentou em 9,58%, enquanto que a inflação para este mesmo período é de 5,5%.

Para o supervisor técnico do Departamento, Roberto Sena, com o preço mais baixo, a procura pelo fruto aumenta. Por isso, é importante que os consumidores estejam atentos à qualidade do produto que estão consumindo – principalmente no que se refere à higienização na manipulação do fruto.

AÇAÍ DE QUALIDADE

O pesquisador do Instituto Evandro Chagas (IEC), Aldo Valente, recomenda primeiramente ao consumidor conhecer a idoneidade do estabelecimento em que ele compra açaí e verificar se o comerciante segue as normas de higienização recomendada pela Vigilância Sanitária, que se seguidas corretamente impedem a contaminação do fruto pelo Tripanossoma Cruzi, agente causador da Doença de Chagas. “A relação da doença com o açaí está cientificamente comprovada e aceita em todos os meios científicos”, destacou Aldo, que é chefe do Departamento de Parasitologia e do Laboratório de Doença de Chagas do IEC.

O pesquisador alerta que o açaí não pode estar contaminado apenas pelo Tripanossoma Cruzi, bem como por outras bactérias, fungos e demais parasitas. “Pássaros podem defecar sobre os frutos na árvore, ratos ou outros animais podem contaminar os frutos durante o transporte e a manipulação inadequada, com higiene precária, facilitam a contaminação por qualquer microrganismo”, alertou.

Aldo ressaltou também que nos últimos três meses, Belém e Abaetetuba já apresentaram um surto da doença, inclusive com óbitos. Na capital, as principais incidências são registradas no bairro do Jurunas e na Marambaia.

(Diário do Pará)

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