Discutir o acesso dos brasileiros ao sistema educacional, combater a evasão e priorizar uma nova política educacional, caracterizada pelo diálogo com novos métodos pedagógicos marcados pela inclusão e pela afirmação das identidades dos povos. Por defender essa concepção, o Instituto Universidade Popular (Unipop) realizará, no próximo dia 25, no Hotel Beira Rio, em Belém, o Seminário ‘Educação Popular como instrumento de luta e resistência na Amazônia’.
O evento faz parte da programação dos 25 anos da entidade e pretende aprofundar as reflexões sobre uma prática que existe desde a sua fundação. Para a coordenadora da Unipop, Aldalice Otterloo, debater esse tema é estratégico para a Amazônia, principalmente no atual contexto de criminalização dos movimentos sociais e forte violação dos direitos humanos, sobretudo no campo e nas periferias das grandes cidades.
Segundo Aldalice, a educação popular é, antes de tudo, um processo no qual a essencialidade está nos grupos sociais que consegue envolver, compreendidos como agentes desse processo. Dessa forma, o conhecimento não é transmitido por verdades absolutas e pelos discursos proferidos. O fundamental é a vivência sentida pelos participantes. “Após analisar esse contexto, compreendemos a necessidade de mudar as nossas estratégias e, por isso, adotamos a educação popular como a nossa principal ferramenta para a transformação social”, afirma.
O seminário pretende reunir diferentes atores (educadores, estudantes, organizações populares, ONGs, entre outros) para refletir coletivamente sobre a concepção e prática da educação popular. A programação contará com duas mesas redondas que discutirão o papel da educação popular na transformação da sociedade e os caminhos trilhados pela Unipop na realização histórica desta prática.
(Diário do Pará)
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