Após a categoria receber uma sinalização negativa das operadoras de saúde quanto a inserção do procedimento puericultura, que oferece uma dedicação maior à criança e à família, na tabela de honorários, a Sociedade Paraense de Pediatria (Sopape) e os pediatras se reuniram e decidiram que, apenas, 50% dos pediatras voltariam a atender pacientes com planos de saúde. A decisão vale a partir desta sexta-feira (19).
Metade da categoria decidiu voltar o atendimento, pois já tinham sinalizado para os pacientes. A outra metade permanece com as consultas aos pacientes de planos de saúde suspensas até 25 de outubro, de acordo com o movimento nacional.
Em reunião entre a Sopape, CRM, Comissão de Honorários e mais o grupo Unidas, que representa diversos planos de saúde, realizada no ultimo dia 17, a Unidas disse que só vai incluir o procedimento de puericultura na folha de pagamento quando a Agência Nacional de Saúde obrigá-los. A Unimed foi a única operadora que sinalizou que existe a possibilidade de incluir o procedimento de puericultura a partir de janeiro de 2013.
A Sopape afirmou que não vai desistir da negociação. O Ministério Público já foi acionado na pessoa do Promotor Marco Aurélio Nascimento que convocou, no final do mês passado, as operadoras de saúde. A Sopape pretende pedir o apoio novamente do Ministério Público para avançar nas propostas.
Movimento
Os pediatras decidiram diminuir em no mínimo 20% o atendimento aos planos de saúde. E em três meses, a categoria volta a se reunir, e se não tiver nenhuma sinalização das operadoras de saúde quanto a acatar as reivindicações dos pediatras, a Sopape ameaça o descredenciamento.
Histórico
A greve nacional contra os planos de saúde, que teve início na última quarta-feira (8), teve apoio, no Pará, somente da Sociedade Paraense de Pediatria (Sopape).
Os pediatras reivindicam reajuste dos honorários de consultas, respeitando à tabela Cbhpm (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos). Além disso, pedem a inserção de procedimentos específicos, como a puericultura, que oferece uma dedicação maior à criança e à família.
De acordo com a Sopape, a situação do atendimento pediátrico é crítica no Pará. Profissionais vêm fechando seus consultórios, os concursos públicos não conseguem preencher as vagas de pediatras para atendimento à população, sobram vagas nas residências de pediatria e os hospitais não conseguem contratá-los para cobrir a demanda de plantões nas UTIs e UCIs pediátricas. (DOL, com informações Sopape)
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