Os vestibulandos tiveram uma ótima oportunidade para tirar as principais dúvidas sobre as leituras obrigatórias do vestibular no chat do DOL, que foi realizado na tarde de hoje (19).
O professor Sílvio Holanda, da Universidade Federal do Pará (UFPA), foi o convidado para conversar com os internautas. Ele orientou os estudantes a se concentrarem nas narrativas. “Porém, o ideal é ler todas as obras”, afirmou.
Na conversa, ele definiu os eixos principais das obras escolhidas por cada instituição de ensino. “Pela UFPA são três: cultura popular ("Carros dos Milagres", de Benedicto Nunes), temática social ("O Navio Negreiro", de Castro Alves) e história ("Esau e Jacó", de Machado de Assis)”, afirmou. Segundo ele, a obra de Machado de Assis tem mais chances de cair na prova por nunca ter sido cobrada anteriormente.
Segundo o professor, a atenção ao programa de cada instituição é fundamental. "O conteúdo é específico para cada universidade. Eles podem ter alguns títulos em comum, e também em alguns momentos podem ser o mesmo. Falando especificamente da UFPA e da Uepa, por exemplo, a escritora Clarice Lispector entra no programa da Uepa, já no da UFPA, não", alertou.
Outra dica do professor foi a de que peças teatrais, como "Pranto de Maria Parda (monólogo)", de Gil Vicente, presente na grade da UEPA e UFPA, tem menos chances de serem abordadas. “Por estar em menor número nas grades tem menores chances de cair na prova”, acredita.
A temática histórica e social são muito fortes, com apelo para o tema do adultério, e que, segundo o professor, os estudantes devem estar atentos. “Ela está presente em várias obras, tais como "Primo Basílio", "No Moinho" e "Que Bom Marido".
A literatura da Amazônia foi abordada na conversa. O professor comparou as obras “Que Bom Marido”, na UFPA, e “O Rebelde”, na UEPA, e pontos ue o aluno precisa ficar atento. “Como eixo comum entre as duas obras está o espaço urbano. Estamos falando de Realismo quando citamos "Que Bom Marido", uma Belém urbanizada. Há muitas referências sobre os costumes da época, além do tema do adultério, citado anteriormente”.
O professor afirmou também que aposta no conto “O Navio Negreiro” a ter grandes chances de cair nas provas “pelo próprio contexto histórico”. Mas alertou ao vestibulandos: “Não acreditem em informações privilegiadas. Não há nada que proíba ou iniba a repetição de obras. Não acreditem que por já ter caído na prova deixará de vir novamente”. (DOL)
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