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Arroz e feijão deixam cesta básica mais cara

A cesta básica do paraense se manteve uma das mais caras do país, em setembro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). O valor chegou a R$ 262,40. A importação de mais da metade dos produtos básicos que c

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A cesta básica do paraense se manteve uma das mais caras do país, em setembro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). O valor chegou a R$ 262,40. A importação de mais da metade dos produtos básicos que chegam à mesa dos paraenses, vindo de outros estados, e a falta de uma política agrícola ampla e eficaz no Pará, que incentive a produção desses alimentos, são apontados como os fatores preponderantes para essa alta.

Os consumidores paraenses parecem ter sentido no bolso essa mudança. “Feijão, arroz e açúcar. Cada semana, nem que sejam dez ou cinco centavos você vê que aumentou alguma coisa”, diz a empregada doméstica Cecília Oliveira.

E ela acertou. De janeiro a setembro de 2012, o feijão e o arroz foram os itens que tiveram os maiores aumentos de preço. O quilo do feijão foi reajustado em 61,02% e o arroz em 30,82% durante esse período. Alguns consumidores ainda afirmam que o valor calculado para a cesta básica não é nem próximo àquele que realmente gastam.

“Ontem eu já gastei cento e pouco, hoje mais cem reais. A prioridade em casa é comer bem, nós deixamos de gastar em outras coisas para fazer uma boa compra, e com criança em casa então, é fruta, biscoito, pão”, conta Jane Furco.

“O gênero alimentício de modo geral, até o pãozinho, tem ficado realmente caro”, diz o aposentado Raimundo Nascimento.

COMPARATIVO

Em dezembro de 2011, o feijão foi comercializado, em média, pelas feiras e supermercados da Grande Belém a R$ 3,54. Já no mês passado, mesmo após um pequeno recuo, ele passou a ser vendido em média a R$ 5,70. Nas quantidades previstas na cesta básica – 4,5 Kg gasto mensal por pessoa – o impacto foi de 4,48% em relação ao salário mínimo.

Já o arroz, também segundo os estudos do Dieese, apresentou em dezembro de 2011 um preço médio de R$ 1,46. No mês passado, ele foi comercializado em torno de R$ 1,91, gerando um impacto de 1,20% em relação ao salário mínimo do trabalhador paraense.

(Diário do Pará)

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