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Casos de hanseníase apresentam queda

Na última década, o número de casos de hanseníase caiu 26% no Brasil. Foram 33.955 novos casos registrados, em 2011, contra 45.874 há dez anos. Os dados são do estudo Saúde Brasil 2011. A pesquisa também mostra que o número de casos novos em menores de 15

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Na última década, o número de casos de hanseníase caiu 26% no Brasil. Foram 33.955 novos casos registrados, em 2011, contra 45.874 há dez anos. Os dados são do estudo Saúde Brasil 2011. A pesquisa também mostra que o número de casos novos em menores de 15 anos caiu 32% nos últimos 10 anos. Em 2011, os casos novos de hanseníase em menores de 15 anos em 2011 chegaram a 5,2 por 100 mil habitantes, enquanto que em 2001, o eram 6,96.

No Pará, a incidência é alta, mas também cai. Em 2011, foram 50 novos casos para cada 100 mil habitantes, um total de 3.876 pacientes. Enquanto que no ano de 2003, que apresentou o saldo mais negativo, foram mais de 6 mil novos casos. Desse total, 11% são menores de 15 anos no Estado.

Doença que apresenta completa chance de cura, independente do estágio em que se encontra, a hanseníase tem perdido para as campanhas e investimentos, de acordo com o dermatologista da Coordenação Estadual de Hanseníase, Carlos Cruz. “Todos os municípios do Estado trabalham o controle da doença, embora nem todas as unidades estejam preparadas. Esse ano, 51 municípios do Pará foram contemplados com recursos do Ministério da Saúde. O declínio da doença se dá, sim, devido às ações de controle, campanhas anuais e a capacitação nos municípios”, avalia.

Para dinamizar o combate à hanseníase pelo sistema público de saúde, o Ministério da Saúde lançou o “Plano Integrado de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças em Eliminação”. O plano foca em atividades que buscam casos e ofertam tratamentos para este grupo de doenças, pasta onde se encaixa a hanseníase.

A doença é causada por bactéria e transmitida por vias aéreas. Geralmente é passada no ambiente familiar devido a proximidade das pessoas. A maioria das pessoas é acometida entre 20 e 40 anos e a distribuição por sexo é quase igual. “A hanseníase acomete a pele e os nervos. É preciso estar atento a manchas e caroços dormentes, que não somem e não coçam. Algumas complicações como os ferimentos, já que não há sensibilidade, e o risco de infecções podem acontecer”, alerta o médico.

(Diário do Pará)

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