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Outubro deve terminar como o mais seco do ano

Outubro vai encerrar como o mais quente e seco do ano, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Pará. Uma prova disso é que até agora choveu apenas um terço da média esperada para o mês inteiro, que é de 114 mm. A explicação para a escassez

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Outubro vai encerrar como o mais quente e seco do ano, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Pará. Uma prova disso é que até agora choveu apenas um terço da média esperada para o mês inteiro, que é de 114 mm. A explicação para a escassez de chuvas está no fenômeno El Niño, que aquece as águas do oceano pacífico e provoca mudanças no clima. Na Amazônia, o fenômeno interfere na distribuição de chuvas. A estiagem também atinge a região nordeste do Estado e deve se estender até meados de dezembro, quando começa o período chuvoso. Até então, a temperatura não deve ultrapassar a máxima de 34° C.

O coordenador do 2º Disme/Inmet, José Raimundo Abreu, frisou que a climatologia aponta que, de setembro até dezembro, Belém tem o período mais seco do ano, no qual se registram os menores índices pluviométricos. “Outubro é o mês mais seco desse período de estiagem. Para se ter ideia, a média prevista de chuvas era de 114 mm, mas até agora choveu 33,4 mm”, informou.

Dos 23 dias que já se passaram, em apenas sete, houve registro de chuvas, mas nenhuma que trouxesse grandes transtornos ou indicasse possíveis mudanças climáticas. “O El-Niño provoca essas irregularidades na distribuição de chuvas”, definiu José Raimundo. A meteorologia prevê uma pancada de chuva para este final de semana.

SENSAÇÃO TÉRMICA

Nas ruas, a população faz de tudo para conseguir suavizar os transtornos provocados pela forte sensação térmica. Muitos procuram por sombra para se proteger e outros optam por usar sombrinhas. Não é difícil encontrar alguém com o rosto suado e se abanando.

A comerciante Aglaae Baía, 32, frisa que nesta época chega a gastar o dobro com a compra de água mineral para não desidratar e encarar o sol diariamente. “Eu trabalho no mercado de carne e bebo água direto, mas do trabalho para casa chego a consumir pelo menos duas garrafinhas de água mineral por causa do calor”, colocou.

O vendedor ambulante Raimundo Barbosa, que comercializa água mineral e refrigerante em lata, comentou que as vendas este mês aumentaram mais que o dobro. “Em época de chuva não chego a vender três caixas de água mineral, mas nos últimos dias cheguei a vender mais oito pacotes”, enumerou. “A água é muito procurada, mais até que o refrigerante”, finalizou.

(Diário do Pará)

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