Dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Aplicados (Dieese) divulgados ontem revelam que o pagamento do 13º salário deverá injetar na economia paraense neste final de ano cerca de R$ 2,4 bilhões, beneficiando mais 1,8 milhão de pessoas. Esse valor significa um crescimento de 14,22% em relação ao montante pago no ano passado. No Brasil, a injeção na economia será na ordem de R$ 131 bilhões, aproximadamente 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
No total, 1.815.603 pessoas devem ser beneficiadas pelo pagamento do 13º salário no Pará, sendo 728.296 beneficiários da Previdência Social como aposentados ou pensionistas (40,10%) e outras 1.061.625 pessoas da economia formal (58,50%). Empregados domésticos com carteira assinada alcançam um total de 25.682 pessoas (1,4%). Em todo o Estado, a média de valor pago aos trabalhadores está estimada em R$ 1.264,07.
Apesar do crescimento de quase 15% no montante total, o Dieese avalia que, a exemplo do ano passado, o impacto no consumo em todo o Brasil, não deve acompanhar o mesmo ritmo. A instituição acredita que uma boa parte do valor injetado será canalizado para o pagamento de dívida como pré-datados, cartões, cheque especial etc.
Compra antecipada garante preços em conta
Presépios, papais noéis, bolas coloridas, arranjos. A pouco mais de dois meses para a chegada do Natal, lojas do centro comercial de Belém já começam a abastecer as prateleiras com produtos de decoração natalina. As opções são para toda a casa e, em alguns casos, há preços especiais.
“Por tradição passou o dia das crianças e o Círio, a gente começa a substituir os produtos das prateleiras por artigos natalinos. A maior parte dos produtos é novidade e tem mercadoria com até 15% de desconto”, informa José Fernandes, gerente de uma loja de utilidades.
As árvores de Natal têm entre 40 centímetros e 2 metros de altura e custam de R$ 25,60 a R$178. Para quem quer menos trabalho, a opção são as árvores já decoradas. Nesse caso, o preço pode subir para até R$400. “Mas ela vem completa com laços, pisca pisca, bolas. E damos prazo para entrega de 72 horas”, justifica o gerente. O conjunto de luzes coloridas variam entre R$3,99 e R$ 12,99 e duas dúzias de bolas natalinas simples saem por R$11,59. “A vantagem de se comprar agora é a comodidade de poder escolher sem sufoco e a praticidade de escolher o melhor que temos a oferecer. Mais perto do natal ficam apenas as sobras. Comprando agora, o cliente curte o clima natalino por mais tempo”, revela Fernandes.
A aposentada Regina de Fátima Souza, 61 anos, a aproveitou a manhã de ontem para ir às compras. Com a sacola cheia, ela mantinha o ritmo na busca dos melhores produtos. “Não faço tanta questão da árvore de Natal, gosto mais das flores e fitas para decorar a casa. O presépio já está garantido. No Natal tudo tem que estar bem bonito”, diz a consumidora que gostou dos preços que encontrou. “Acho que fiz bem em vir mais cedo. Os preços estão bons e não tem aquele empurra-empurra da época de dezembro”, comemora.
Manoel Conceição, 40 anos, também preferiu garantir as compras mais cedo. “Vim com a mulher porque ela é uma consumidora de mão cheia. Tem que acompanhar de perto. Comprando agora a gente dá uma boa economizada. Mais pra perto do Natal, as coisas aumentam até três vezes”, acredita o manipulador de alimentos que não abre mão de boa ornamentação da casa para o Natal. “A árvore a gente tem há três anos, mas os enfeites têm que mudar todo ano. É tradição”, completa.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belém (Sindilojas), Joe Colares, a tendência é que o ritmo de vendas mais acelerado mantenha-se concentrado nas lojas de artigos de decoração. O comércio em geral deve ser aquecido a partir da segunda quinzena de novembro. “O comportamento das vendas do comércio neste ano ainda não está totalmente configurado porque depende de algumas variáveis como inflação, dólar e o crédito disponível. Acreditamos que, se o cenário se mantiver como agora, teremos um aumento 10% em relação às vendas do ano passado”, avalia. Historicamente, o Natal é a data mais importante para o comércio.
(Diário do Pará)
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