O pagamento da primeira parcela do 13º salário – a ser paga até 30 de novembro – deve impulsionar a geração de empregos temporários no Estado, sobretudo no setor do Comércio. As duas parcelas do benefício vão injetar na economia paraense R$2,4 bilhões – um crescimento de 14% em relação ao ano passado.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) estima que as contratações na Grande Belém cheguem entre 7,5 mil e 8 mil, um acréscimo de 7% comparado a 2011.
A maior parte dos empregos temporários de final de ano terá durabilidade de três meses. Uma parte considerável da primeira parcela do 13º salário deverá ser destinada ao pagamento de dívidas anteriores e o restante, utilizado para consumo. Desde o ano 2000, as contratações temporárias de final de ano somam 3.200 trabalhadores na Grande Belém.
De janeiro a setembro deste ano, foram feitas no Estado 289.437 admissões contra 248.103 desligamentos, um saldo positivo de 41.334 postos de trabalhos – o equivalente a 5,97% de aumento. Entre outubro de 2011 e setembro de 2012, foram feitas em todo o Pará 378.663 admissões e 330.259 desligamentos.
Somente o setor do Comércio empregou 73.391 pessoas nos nove primeiros meses de 2012. O mesmo setor desligou 66.361 funcionários, o que resulta em saldo positivo de 7.030 postos de trabalho. Nos doze meses mais recentes, o comércio gerou 10.526 postos de trabalho.
O Dieese, baseado em dados do Ministério do Trabalho (Caged) sobre a Flutuação do Emprego Formal em todos os Setores Econômicos do Estado, principalmente no Comércio, Indústria e Serviço, constatou crescimento de vendas em função do aumento da renda das famílias, assim como da circulação de mais dinheiro na economia do Pará.
(Diário do Pará)
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