O período compreendido entre os meses de agosto até novembro são os que registram maior alta de reprodução das aves durante o ano no Mangal das Garças. Agora, é chegada a época de nascimento dos filhotes. O visitante que for ao parque nestes dias já pode conferir mais de 30 filhotes sendo criados por seus pais. São novos moradores do Viveiro das Aningas. As espécies mais comuns são colhereiro, mutum-cavalo, socozinho e arapapá.
Os pássaros criam os filhotes ao seu lado até atingirem a idade adulta, macho e fêmea se revezam na alimentação das aves recém-nascidas. Os filhotes só são levados para o criatório quando algum acidente acontece ou quando precisam de cuidados especiais. Os tratadores do Mangal preparam a alimentação das espécies de forma balanceada que é composta, geralmente, com combinação de peixes, camarão e papas com ingredientes necessários para tornar as aves mais fortes nesse período de vida.
O nascimento dos filhotes, que começou em setembro, foi especial para a equipe do Mangal das Garças. Esta foi a primeira vez que os colhereiros sobreviveram um tempo considerável após a saída dos ovos. “A espécie sofre de osteodistrofia – uma doença relacionada à falta de absorção de cálcio e fósforo. Nós normalmente temos que transferir esses animais para o criatório, mas dessa vez o filhote conseguiu ficar com a mãe e está com 52 dias de vida”, explica a veterinária do Mangal das Garças, Stefânia Miranda.
A partir do nascimento, os filhotes recebem vários cuidados dos pais e dos tratadores do Mangal. A alimentação dos colhereiros, por exemplo, ocorre de duas em duas horas. Diariamente, os filhotes são pesados, e medidos uma vez por semana. Para os animais que forem levados para o berçário, o convívio com outras espécies ocorre somente na idade adulta – cerca de um ano após o nascimento.
(Agência Pará)
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