O autônomo Evaldo Santos Araujo, 39 anos, foi detido em flagrante, na madrugada de ontem, na Seccional Urbana de Icoaraci, suspeito de abusar sexualmente de um menino de quatro anos, no bairro da Pratinha, em Belém. Conforme relatos do pai da criança, o autônomo foi flagrado no momento em que tentava fazer sexo oral com a vítima.
“Como esse Evaldo era acostumado a frequentar a minha casa, eu nunca desconfiei de nada. Tanto que eu deixava o meu filho ficar com ele, quando eu saia. E nessa noite foi isso que aconteceu. Ele estava tomando cachaça lá em casa e me pediu para ir comprar um açaí. Sem desconfiar de nada, eu fui no comércio e deixei eles sozinhos. Mas quando voltei, eu vi ele na cozinha, sem cueca e pedindo para o meu filho fazer sexo com ele. Foi horrível”, descreveu o pai.
A versão do pai da criança foi confirmada por uma vizinha, que também esteve na seccional para prestar depoimento como testemunha. “Assim que esse Evaldo foi flagrado pelo pai da criança, o tumulto foi geral lá no bairro e o que mais tinha era gente para querer linchar o desgraçado, que ainda pulou para o quintal da minha casa. A sorte dele foi que a polícia chegou a tempo, se não ele ia ser linchado pela população que ficou revoltava com o caso”, revelou a mulher.
Após ser detido por policiais no momento em que era agredido pelos moradores do bairro, o suspeito foi levado para um hospital para tratar dos ferimentos causados pela agressão e em seguida encaminhado para a seccional. Durante o depoimento, o homem negou envolvimento no crime e disse que tudo foi um mal entendido.
“Eu estava a sós com a criança, sim. Isso eu não nego, não. Mas não teve abuso. Eu estava bebendo a minha cachaça lá na casa do pai do menino, mas eu não estava alterado ao ponto de abusar de uma criança, de tirar a roupa como eles estão falando. Eu não fiz isso, eu posso garantir que eu não fiz. A não ser se eu fiz e esqueci por conta da cachaça, mas isso não. Eu não perco a consciência quando estou bebendo”, alegou o homem.
Assustado com a movimentação na unidade policial, o garotinho relatou detalhes do crime e sempre se referia para o suspeito com a expressão “tio”. “Foi o tio, pai. Foi o tio”, repetia a criança. “Como é que um homem desse pode ter tanta maldade? Fazer mal para uma criança. Como pode?”, se questionava a vizinhança enquanto tomava conta da criança na seccional para o pai prestar depoimentos a polícia.
O caso foi registrado pelo delegado Aladir Moraes. Segundo ele, o suspeito será autuado pelo crime de pedofilia e tentativa de estupro de vulnerável.
(Diário do Pará)
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