O ex-deputado federal do Partido dos Trabalhadores, Paulo Rocha, chegou, ontem, a Belém, depois de ter sido absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da acusação de lavagem de dinheiro, dentro do julgamento do processo 470, que ficou conhecido como mensalão.
O ex-deputado não vai falar com a imprensa, segundo sua assessoria, até que o julgamento acabe e seja publicado o acórdão. Ele também pediu aos militantes que se reuniram na Escola Salesiana do Trabalho, na avenida Pedro Miranda, na Pedreira, para recebê-lo, que evitassem fazer festa, em solidariedade aos parlamentares petista que foram condenados.
Mas foi quase impossível conter a militância que compareceu em peso ao local para saudar o ex-deputado. O presidente estadual do PT, João Batista, disse que, em que pese o quadro nacional adverso, para os militantes do Pará “foi um alívio e para ele nem se fala”.
A absolvição , segundo ele, “recoloca o Paulo Rocha como uma das lideranças do PT mais cotadas para participar de uma candidatura majoritária no Estado”. Segundo ele, este é um “julgamento político e não técnico”, uma tentativa das “elites” de conter os avanços dos governos Dilma e Lula. “Este ano, mais uma vez as elites brasileiras viram a esperança vencer o medo”, afirmou.
“Eu sempre duvidei da veracidade do mensalão. Não existem provas. O Zé Dirceu foi condenado sem provas, um atentado contra a democracia”, disse a prefeita de Santarém, Maria do Carmo. Ela disse que foi uma felicidade a absolvição de Paulo Rocha e que a condenação dele representaria “um golpe à soberania e à democracia”. O partido agora, segundo ela, “vai se organizar em torno da liderança do Paulo Rocha”. O deputado, segundo seus assessores, vai retomar a normalidade da sua vida e não tem planejada atividade partidária no Pará.
(Diário do Pará)
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