Considerando que no Pará, a morbidade e mortalidade por doenças do fígado são altas, a incidência de doenças renais é elevada na região e que há real necessidade de os diagnósticos e tratamentos de hepatopatias crônicas serem realizados em uma instituição referenciada, o Estado criou o Centro de Referência Estadual para Diagnóstico e Tratamento das Doenças do Fígado. O anuncio foi publicado ontem no Diário Oficial do Estado.
O Centro funcionará na Fundação Santa Casa de Misericórdia, vinculada ao Programa Nacional de Prevenção e Controle de Hepatites Virais. O objetivo é atender pacientes adultos e pediátricos com doenças do fígado e vias biliares, com assistência integral ao paciente, otimizando recursos humanos e nanceiros.
A Secretaria traçou um perfil em que o Centro deve funcionar. Ele irá atender pacientes do Sistema Único de Saúde, adultos e crianças; deve possuir ambulatórios especializados em hepatologia clínica, hepatologia pediátrica, cirurgia do fígado, pâncreas e vias biliares; leitos específicos para internação; disponibilizar tratamento cirúrgico; proporcionar acesso ao diagnóstico por imagem; possuir equipe multiprossional e interdisciplinar; diagnosticar e possuir tratamento endoscópico; além de possibilitar o acesso ao Programa de Transplantes de Fígado, integrado a rede Estadual de Saúde.
De acordo com o diretor da Associação dos Amigos do Fígado, Benedito Almeida, esse é um momento histórico. “Há muito tempo lutamos por isso. Já estamos felizes da aprovação para a realização de transplante de rins no Estado, que deve começar a funcionar no final do ano. Esse é um momento de muita esperança para nós. O Centro de Referência é muito importante para o diagnóstico precoce, no Pará a estimativa é de que 140 mil pessoas tenham Hepatite C, doença que pode evoluir para o câncer”, afirma.
Para o Centro funcionar, a Sespa anunciou também uma parceria com as Secretarias Municipais de Saúde. O pedido é que cada secretaria, em conformidade com as condições de gestão e a divisão de responsabilidades, estabeleça os mecanismos de referência e contrarreferência dos pacientes e adote providências para que haja a articulação assistencial.
(Diário do Pará)
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