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Desafio é atuar no trânsito de forma integrada

Desde que o primeiro ônibus sai às ruas da Região Metropolitana de Belém (RMB), ainda no início do dia, até o momento em que param de circular, mais de um milhão e setenta mil pessoas passam pelas portas dos coletivos. Dependentes do transporte público ai

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Desde que o primeiro ônibus sai às ruas da Região Metropolitana de Belém (RMB), ainda no início do dia, até o momento em que param de circular, mais de um milhão e setenta mil pessoas passam pelas portas dos coletivos. Dependentes do transporte público ainda baseado em um sistema desconexo, a população da capital paraense assiste à execução da obra que promete implantar o primeiro sistema integrado de transportes da cidade perante constantes engarrafamentos.

Especializado em transporte urbano, o arquiteto e urbanista Paulo Ribeiro não vê desafio maior para solucionar os problemas de transporte de Belém se não a atuação coordenada que envolva adequação do transporte com os demais municípios da RMB, planejamento urbano e uso e regulação do solo. “Nunca vai ser possível solucionar os problemas vivenciados por Belém apenas com novos transportes”.

Partindo da afirmação de que a necessidade de transporte urbano nasce a partir dos serviços implantados em uma cidade, o especialista acredita que a regulação do solo deve ser vista como prioridade pelo prefeito que assume a prefeitura de Belém a partir do dia primeiro de janeiro de 2013. “A produção do espaço urbano fica ao sabor dos interesses de diversos setores e o que nós vemos é a concentração de atividades em determinados pontos da cidade”, afirma. “O transporte surge para atender à necessidade de deslocamento que surge a partir da distribuição dos serviços e, hoje, os geradores de tráfego surgem sem dar condições. Isso, evidentemente, vai impactar”.

ADEQUAÇÃO

Apesar da superlotação dos ônibus nos horários de pico, situação presenciada por vários usuários diariamente, para o especialista, a circulação de mais veículos está longe de ser a melhor solução para Belém. “É preciso adequação com demais municípios da RMB, eles precisam de uma forma coordenada de atuação. O BRT, de maneira nenhuma, é capaz de solucionar todos os problemas, mas o sistema integrado seria justamente para diminuir a quantidade de ônibus nas ruas”, acredita. “O sistema de transporte de hoje é completamente obsoleto para uma cidade como Belém. Não podemos admitir que ele (sistema de transporte) ainda não seja integrado”.

CTBEL

Solidário à opinião do especialista no que se refere à não possibilidade de aumento da frota, o diretor de transporte da Companhia de Transporte do Município de Belém (CTBel), Paulo Serra, acredita que a frota existente, hoje, na capital é suficiente. “Temos uma frota relativamente boa, que consegue atender à demanda. São bem poucos os locais que, hoje, reclamam de falta de ônibus”, garante. “Não há como ter aumento porque o centro de Belém já está saturado”.

Para além da quantidade da frota, para o diretor de transporte, mais importante é a qualidade dos ônibus que circulam diariamente em Belém. “Não é só a quantidade que importa, mas também o fato de os ônibus serem novos”, acredita. “Ônibus mais novos dão mais condições. Eles não tem tanto problema de pane, o consumo de combustível e a poluição é menor...”.

(Diário do Pará)

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