Uma proposta que tramita na Câmara prevê a regulamentação da atividade dos profissionais do sexo. O Projeto de Lei 4211/12, do deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), quer garantir a esses profissionais o acesso à saúde, ao direito do trabalho, à segurança pública e, principalmente, à dignidade humana, tirando a profissão da marginalidade, como argumenta o deputado.
O DOL quis saber a opinião dos internautas sobre o assunto e lançou a questão: “O que você acha da regulamentação da prostituição?”
Para o internauta Toninho Falcão, a regulamentação evitaria que a prostituição fosse explorada indevidamente. “Sou totalmente a favor, haja vista que não podemos fechar os olhos para uma realidade que sempre esteve presente na história do homem”.
Jorge Corrêa acha que “já era tempo” de regularizar a “profissão mais antiga do mundo”. A mesma opinião que o internauta Valdir compartilha: “Como condenar a profissão mais antiga do mundo se ela sempre existiu? No passado essas profissionais eram consideradas terapeutas. Infelizmente hoje são tratadas com intolerância” (sic), argumenta.
“A regulamentação da prostituição com certeza vai ter seu lado bom”, acredita a internauta Patrícia Cruz. “Vai dá um suporte pras meninas que ficam na rua. Eu tenho certeza que a maioria que vai pra essa profissão é porque o governo não dá um bom emprego e várias pessoas estão desempregadas. Enfim, é luta delas”.
Outros leitores tiveram argumentos baseados na religião e discordaram da possibilidade do projeto trazer qualquer benefício. “Um retrocesso em todos os sentidos, é o endeusamento do sexo e o fortalecimento de uma indústria perversa, que fomenta o tráfico de mulheres e que tem na própria mulher seu principal alvo de sedução e escárnio; essa indústria de canalhas não tem escrúpulos e pela mulher não alimenta nenhum sentimento nobre, apenas o da descartabilidade do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus”, escreveu Carlos Azevedo.
A internauta Suellen Baia acho que a regulamentação irá trazer muito mais adolescentes para a prostituição. “Se sem ser regular muitas já entram nesse ramo, com a legalização tudo irá se banalizar”.
“Acho abominável”, escreveu a intenauta Dolores. “Garanto que a grande maioria das pessoas que se submetem a essa situação é motivada pela falta de oportunidades e não porque gostam realmente. O estado e a sociedade devem dar oportunidade de educação e renda, para que realmente essas pessoas possam fazer escolhas mais dignas”, completou.
(DOL)
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