Na história da música o jazz é recente, ele surgiu no início do século XX nos EUA e desenvolveu com a mistura de várias tradições musicais, comuns na cidade de Nova Orleans. A ópera tem origem medieval e vem da Europa do século XVI, é uma composição dramática em que se combinam música instrumental e canto, com presença ou não de diálogo falado.
Mesmo parecendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra, que foi exatamente o que a direção do festival de ópera do Theatro da Paz resolveu experimentar.
O resultado dessa união pode visto, ouvido e sentido na apresentação do concerto “Quando o Jazz encontra a Ópera”, que acontecerá dentro da programação oficial do evento, no dia 31 de outubro, às 20h, no Theatro da Paz. Os interessados podem adquirir o ingresso na bilheteria do theatro.
Serão apresentadas obras como “Marcha dos Convidados” (Tannhauser), de Richard Wagner (1813-1883), “Quando m’en vo” (La Bohème), de Giacomo Puccini (1858-1924), “La Donna e Mobile” (Rigoletto), de Giuseppe Verdi (1813-1901), ou “O Mio Babbino Caro” (Gianni Schicchi), também de Puccini, entre outros, arranjos jazzísticos, além da versão original de “Os Palhaços”, de Nino Rota (1911-1979).
Todos os arranjos, encomendados especialmente pela direção do Festival, são assinados por especialistas em jazz, como Serguei Firsanov, Alcir Meireles, Tynnôko Costa e Nelson Neves, o atual regente da Amazônia Jazz band, que arranjou Giacomo Puccini (1858-1924) em “O Mio Babbino Caro” e “Turandot: Nessun Dorma”.
De linguagem flexível, o jazz pode se adaptar a qualquer estilo musical. “Basta que se use a sua linguagem com todas as suas características apropriadamente”, diz o maestro Nelson Neves. “O público terá a oportunidade de assistir e escutar a Amazônia Jazz Band, executando árias de óperas famosas com um sotaque jazzístico, o que vai valer a pena conferir”, complementa o diretor musical do espetáculo.
Além da Amazônia Jazz Band, na próxima semana haverá a estreia de mais uma boa pedida no festival: "João e Maria". Esta é uma ópera de formação de plateia e está completando o seu décimo ano de montagem no Brasil. Com regência do maestro Jamil Maluf, esta é uma ópera cantada em português e atrai públicos de todas as idades, mas que promete encantar principalmente a faixa etária infanto juvenil.
A história, baseada no famoso conto dos irmãos Grimm, é contada com obra musical do compositor alemão Engelbert Humperdinck, e encenação mágica do Teatro Negro da Cia. Imago, além de trazer na direção cênica, nada menos que o escritor, roteirista e ator Flávio de Souza, o criador de inúmeras séries que ficaram famosas como “Mundo da Lua” e “Castelo RA TIM BUM”, além de ser o autor dos roteiros dos programas da Xuxa, na TV Globo, antes deles se tornarem programas de auditório.
SERVIÇO
Os ingressos para ver a Amazônia Jazz Band estão à venda na bilheteria do Theatro - R$ 20, 00 e R$ 10,00. Mais informações no site www.festivaldeopera.pa.gov.br ou pelos telefones: 4009.8750 e 4009.8758. João e Maria será apresentada nos dias 1, 3 e 4 de novembro. Os ingressos custam: R$ 60,00 (Varanda, Plateia, Camarote de 1ª e Frisas); R$ 50,00 (Camarote de 2ª e Proscênio PNE – Portadores de Necessidades Especiais); R$ 30,00 (Galeria); R$ 20,00 (Paraíso). E para o concerto da Amazônia Jazz Band:Patrocínio: Secult, Governo do Estado. Realização: Theatro da Paz. Apoio: Academia Paraense de Música.
(DOL com informações da assessoria de comunicação do evento)
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