O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ontem, ao DIÁRIO, que pretende se reunir no final de novembro com os prefeitos eleitos de Belém e Ananindeua, ambos do PSDB, portanto oposição ao governo federal. Ele informou que a reunião vai contar também com os atuais prefeitos – Duciomar Costa e Helder Barbalho – e com representantes do governo do Estado. Padilha disse que quer se antecipar no combate aos graves problemas que o município de Belém enfrenta no atendimento de urgência e emergência.
“Solicitei reunião imediata com os novos prefeitos eleitos, com o governo do Estado e com os atuais prefeitos para que a gente possa acelerar as ações que já estão em andamento junto com o Ministério da Saúde. Temos dois problemas graves em Belém que são o atendimento nos prontos-socorros e a retaguarda ao Hospital Metropolitano. Precisamos acelerar as ações do programa S.O.S Emergência abrindo leitos de retaguarda e colocando as UPAs 24 horas para funcionar além de reestruturar os prontos-socorros da capital”, destacou Padilha.
Padilha disse que, como ministro da Saúde, decidiu se antecipar à sucessão das prefeituras da região metropolitana de Belém, que tem duas grandes prioridades que devem ser mantidas e aceleradas. “Quero estar presente junto à região metropolitana para acelerar estas ações”, repetiu.
POLÍTICA
Alexandre Padilha evitou falar sobre a possível mudança de seu colégio eleitoral que é hoje no Pará para sua terra natal, São Paulo. Nos últimos dias vem sendo anunciado que o ex-presidente Lula tem interesse em fazer de Padilha um dos sucessores do PT no cenário nacional. A primeira estratégia seria transferir o colégio eleitoral do ministro com antecedência para facilitar a construção do nome de Padilha para o governo do Estado, em 2014.
Contra Padilha já existem dois nomes lançados em São Paulo: o do atual ministro da Educação, Aloísio Mercadante e do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. O senador Eduardo Suplicy também cogita a possibilidade de disputar o governo paulista em 2014.
Cauteloso o ministro fez questão de frisar que seu trabalho no momento é pela saúde. “Meu foco total é na saúde. Minha dedicação é enfrentar os vários problemas que temos no país. Vou estar me dedicando cada vez mais a enfrentar os problemas da saúde do estado do Pará e algumas ações mostram que é possível melhorar, um exemplo é a abertura da UPA 24 Horas de Ananindeua que mostrou que, de cada 100 pessoas que procuraram atendimento naquela UPA, 97 não precisaram ir para o pronto-socorro”.
INVESTIMENTOS
Alexandre Padilha anunciou ontem mais R$ 1,2 milhão para a reforma do Hospital Unidade Cidade Nova VI, em Ananindeua, que também receberá novos leitos de retaguarda para dar suporte ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). Ao todo, foram pactuados 90 leitos com a Secretaria de Saúde do Estado e do Município, sendo 50 leitos para a Unidade da Cidade Nova VI e 40 para o Hospital Galileu.
O ministro disse ainda que além desses 90 leitos, já pactuados, o Ministério da Saúde está efetivando a contratação de outros 50 leitos de retaguarda junto aos hospitais de Maradei e São Francisco. Com isso, o HMUE contará com outros 140 leitos.
Ele participou de uma videoconferência com o secretário de Saúde do Pará, Hélio Franco, com o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, e com representantes da saúde do município de Belém.
“Hoje, as pessoas buscam atendimento no Hospital Metropolitano, mas precisam permanecer internados por mais de 24 horas, e para dar continuidade ao tratamento, necessitamos de um número maior de leitos. A reforma é para readequar a estrutura física para que o hospital tenha condições de receber novos leitos e com isso garantir o atendimento dos pacientes que virão do Metropolitano. O recurso já está disponível para o início das obras”, garantiu o ministro.
O Hospital Metropolitano, em Ananindeua, já possui 221 leitos que garantem o atendimento à população. Para habilitação dos 90 leitos de retaguarda, o Ministério da Saúde destinará, anualmente, R$ 8,3 milhões de custeio. Esta medida visa desafogar a emergência do hospital. Conta ainda com R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos. De acordo com o Ministério, desde a implantação do S.O.S Emergências, em maio deste ano, já foi garantido ao hospital o repasse de 50% do total de R$ 3,6 milhões anuais.
(Diário do Pará)
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