As comemorações alusivas ao mês de prevenção ao câncer de mama levaram ao Centro de Saúde Escola da Universidade Estadual do Pará (UEPA) uma grande ação voltada à saúde feminina. Palestras, orientações e atendimentos ginecológicos foram realizados durante todo o dia de ontem.
A programação integra o movimento internacional conhecido como “Outubro Rosa”, que visa ampliar a prevenção contra o câncer de mama e conscientizar as mulheres para a importância do diagnóstico precoce da doença. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 740 novos casos da doença devem ser registrados em todo o estado apenas este ano, mais da metade deles, 390, apenas em Belém.
“No combate a esse mal duas ações são muito importantes. A prevenção e a detecção precoce são possíveis quando se obedece religiosamente a uma rotina simples: a realização do auto exame, dos exames clínicos e dos exames de imagem. A prevenção e a detecção precoce do câncer são fatores primordiais que toda mulher deve primar”, explicou o mastologista e professor da UEPA, Heraldo Pedreira, responsável por um das palestras ministradas pela manhã.
Cuidado que Maria do Socorro Siqueira, 51, segue com rigor. Mãe de três filhas, a feirante diz que não descuida da própria saúde e ainda incentiva as filhas. “Há quatro anos, apareceu um nódulo no meu seio esquerdo, antes já tinha surgido um no direito. Graças a Deus não era maligno, mas a gente só descobre se for atrás. Todo ano faço meus exames e pego no pé das filhas também. Essas campanhas são importantes porque nem todo mundo se preocupa. É preciso fazer o alerta”, comentou Maria.
Moradora de Ananindeua, a costureira Dorisnei Ferreira, 58, aguardava na fila para a realização do exame de prevenção do colo uterino. Para ela, cuidar da saúde é fundamental a qualquer mulher. “Minha filha diz que tem vergonha de se mostrar para o médico, mas a gente não pode ter disso, não. O mais importante é a saúde da gente. Eu me preocupo muito com o meu corpo”.
SERVIÇOS
A grande procura pelos serviços causou reclamação pela manhã. Poucos minutos após às 8 horas, horário marcado para o início dos atendimentos, as 100 fichas que foram disponibilizadas pelo Centro foram esgotadas e muitas mulheres acabaram sem ser atendidas, gerando tumulto. Para resolver o problema, a unidade estendeu o prazo para atendimentos.
“Ficamos muito felizes com essa alta procura porque isso demonstra que as mulheres se preocupam com a própria saúde, mas hoje não temos condição de fazer mais de 100 atendimentos, o que não quer dizer que essas mulheres ficarão desprotegidas. Estamos agendando o atendimento de todas elas para o decorrer da semana. Ninguém ficará sem atendimento”, garantiu a coordenadora do Centro de Saúde Escola da UEPA, Fátima Carrera.
(Diário do Pará)
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