De olho na parcela do 13º salário, que este ano deve injetar R$ 2,4 bilhões na economia paraense, os empresários do setor lojista já começam a preparar estratégias de negociação com os clientes inadimplentes para que quitem as suas dívidas e voltem a comprar a prazo. Alguns estabelecimentos optam por retirar os juros ou ainda dar descontos no valor principal do débito.
Dados do Serasa Experian apontam, que este ano, o número de consumidores que já “limparam” o nome aumentou em 13,7% - se comparado ao mesmo período do ano passado. Apesar desta modalidade de negociação ser uma tendência no mercado, os clientes devem ficar atentos as oportunidades ofertadas e conversar, antes de aceitar o acordo, com um especialista para receber a orientação devida. “Cada empresário é responsável por criar um mecanismo para chegar até a pessoa inadimplente e propor o acordo”, ressaltou o vice-diretor do Sindicato dos Lojistas do Pará (Sindilojas), Joe Colares.
Geralmente, esta a aproximação é feita por meio de telemarketing, como no caso do servidor Roger Nascimento, 30, que teve dificuldades para pagar as faturas do cartão de crédito e acabou ficando com o nome sujo na praça. “Por diversas vezes, me ligaram para negociar, no entanto, só quando tive o dinheiro foi que pude aceitar a proposta. A dívida já estava superior a R$ 1.200 e com a renegociação quitei o débito com desconto e o valor ficou em R$ 800”, relatou.
Colares aponta que a maior parte dos endividados no Pará tem entre 20 e 30 anos e, na maioria dos casos, o débito é justificado pela perda do emprego. “A segunda maior justificativa é o problema de saúde – por causa de alguma doença ou acidente tiveram que arcar com o tratamento e isso os impossibilitou de pagar aos estabelecimentos”, acrescentou.
A fim de evitar que o consumidor saia prejudicado com a negociação, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) disponibilizou, na sede do órgão, um balcão de atendimento ao consumidor que presta orientações sobre como negociar o débito com as lojas. “A gente incentiva que seja feito este acordo. Por isso, oferecemos o Balcão de Atendimento ao Consumidor, um serviço gratuito, que orienta dezenas de endividados todos os dias”, comentou o vice-presidente da entidade Mustafa Morhy Júnior.
(Diário do Pará)
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