Reforma agrária, introdução de novas tecnologias, infraestrutura e segurança são algumas das questões a serem debatidas no III Congresso Nacional das Populações Extrativistas que vai acontecer de 5 a 9 de novembro em Macapá. E o Pará, estado com maior número de reservas extrativistas de todo o Brasil, estará representado por uma delegação de 120 trabalhadores.
Da coleta do açaí e da castanha aos recursos pesqueiros, 45 municípios paraenses têm no extrativismo sua principal economia. “A presidente precisa concretizar a criação de novas reservas, dar crédito à produção, assistência técnica e direcionamento, são 186 projetos de assentamento que não foram resolvidos, nós auxiliamos na preservação ambiental e isso precisa ser compensado”, diz o coordenador do Conselho Extrativista no Pará, Atanagildo Matos.
Para este debate é aguardada a presença dos ministros do Desenvolvimento Agrário e de Meio Ambiente, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Essa possível abertura para dialogar com o governo, servirá também para cobrar soluções em relação à legalização fundiária e a precariedade em que vivem os extrativistas, por conta de seu isolamento e falta de políticas públicas de incentivo à sua produção.
O evento todo irá contar com 400 trabalhadores, a delegação paraense, segundo Atanagildo Matos, será a maior pelo fato do estado ser o que possui maior número de reservas. Ao todo são 20, sendo 11 florestais e nove de extrativismo marinho. “Ano passado fechamos uma agenda de ações com os antigos ministros e dela pouco foi feito. Assim, vamos aproveitar para cobrar também o que já tinha sido prometido”, diz ele. “A esperança é que tenhamos bom êxito, e que os ministros tragam boas propostas para resolver também os graves problemas de saúde, educação, segurança e infraestrutura para que a gente possa trabalhar”, afirma o coordenador do Conselho.
O próprio tema do congresso foi pensado para essa necessidade de ações governamentais - “Políticas Públicas para as populações extrativistas no contexto global”, será um incentivo à organização e participação dessas reservas para que elas possam praticar o desenvolvimento sustentável.
(Diário do Pará)
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