Moradores de uma vila às proximidades do prédio Vitrine Umarizal, da Cyrella, na D. Romualdo de Seixas entre Antônio Barreto e Diogo Móia, há um ano lutam para que a incorporadora repare os imóveis danificados pela não colocação do anteparo que protegeria dos refugos da obra. Uma seguradora contratada pela Cyrella esteve há cerca de cinco meses avaliando o ocorrido, mas nenhuma medida foi tomada.
Os danos reclamados pelos moradores são vários: telhados quebrados e tomados pelo concreto da obra, muros trincados, infiltrações, pinturas de carro danificadas e até deslocamento de solo, afundamento do pátio de uma das casas. “Na época indaguei um dos diretores da Cyrella a respeito do anteparo, mas ele disse que a construtora não tinha qualquer obrigação de colocá-los e os danos ao nosso patrimônio começaram”, revela um dos moradores prejudicados, que prefere não se identificar.
Os moradores da vila já encaminharam orçamentos com o valor do prejuízo à incorporadora e não descartam ações judiciais por perdas e danos e até o embargo da obra, que já está praticamente finalizada. “Depois que a seguradora esteve aqui a Cyrella nos solicitou documentos e notas de gastos. Mandamos, mas até agora nada...Nossa paciência já esgotou a bastante tempo”, reclama o morador.
O proprietário do imóvel diz que ainda está calculando os prejuízos decorrentes do descaso da incorporadora, mas antecipa que o valor é considerável. “Contratei um mestre de obras que está analisando e orçando tudo. Nada ficará de fora”, assegura. A vila de casas que está sendo atingida pela obra da Cyrela é a Vila Célia e fica nos fundos do empreendimento, na D. Romualdo de Seixas, entre Antônio Barreto e Diogo Móia e duas casas teriam sido atingidas mais diretamente pelos refugos da obra.
“Desde o início dessa obra nossa vida se transformou num verdadeiro inferno. É muito ruim ver um patrimônio nosso se acabar assim pela irresponsabilidade de uma construtora. Mas vamos com essa batalha até o fim”, garante o morador atingido. Segundo os moradores da vila, toda a questão estaria concentrada nas mãos de uma advogada da empresa, de pré-nome “Mônica”.
A reportagem do DIÁRIO entrou em contato com assessoria de imprensa da Cyrella por duas vezes e, no retorno do último contato o jornal foi informado que a incorporadora não iria se manifestar sobre o assunto.
(Diário do Pará)
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