Saudade. Sentimento que levou milhares de pessoas ontem aos cemitérios da Região Metropolitana de Belém. Através de ramos de flores, velas e orações, familiares homenagearam seus entes queridos no Dia de Finados. Enquanto para alguns o dia é de tristeza, para outros o sentimento já deu lugar às recordações. “No começo, a gente sofre muito, mas depois só restam as boas lembranças. Aí a gente vem tentar diminuir a falta que a pessoa faz”, disse a professora Beatriz Barbosa.
Muitas pessoas foram preparadas para passar o dia nos cemitérios, levando cadeiras e sombrinhas. O dia era dedicado especialmente para relembrar bons momentos. “Gosto de passar várias horas, trago flores e fico aqui pensando nos momentos do passado, aqueles que deixam saudade. É um momento que a gente acaba reunindo vários familiares também, todos acabam se encontrando”, contou a aposentada Suely Marques. “Esse é um lugar que dá tranquilidade, acho importante vir prestar sempre essa homenagem aos mortos”, completou o funcionário público Jorge Souza.
Nos cemitérios particulares, a movimentação foi intensa durante todo o dia. A estimativa era que cerca de 16 mil pessoas passassem por um cemitério situado na BR-316, em Ananindeua. “O movimento está maior que o esperado. Por ser feriado prolongado, imaginávamos que iria diminuir. Mas, desde quinta-feira (01), o fluxo já era bem grande”, afirmou Sueid Abou Cordeiro, diretora de marketing do cemitério.
Além de culto e missa – celebrada pelo arcebispo emérito de Belém, Dom Vicente Zico –, um ultraleve sobrevoou o cemitério e jogou pétalas de rosas. Atividades de recreação também foram disponibilizadas para as crianças.
(Diário do Pará)
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