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Preço de combustíveis pode subir

“O reajuste do combustível (gasolina, diesel e álcool) só ocorre quando o Governo Federal determina”, disse o presidente do Sindicombustíveis do Pará, Ovídio da Silveira Gasparetto, em relação ao medo dos motoristas para um possível aumento da tarifa de c

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“O reajuste do combustível (gasolina, diesel e álcool) só ocorre quando o Governo Federal determina”, disse o presidente do Sindicombustíveis do Pará, Ovídio da Silveira Gasparetto, em relação ao medo dos motoristas para um possível aumento da tarifa de combustível. Isto poderá acontecer em virtude da ameaça de desabastecimento dos derivados de petróleo que afetou o Brasil, nas últimas semanas. Ovídio não acredita que irá faltar combustíveis no Estado, porém concorda que os preços da gasolina e do diesel estão defasados, tal como informou a Petrobras.

A estatal ressalta que sempre quando ocorre uma defasagem se cria uma expectativa de reajuste de preço, a fim de colocar os valores praticados em equilíbrio com a cotação nacional. Ainda não se tem data marcada para o aumento do preço dos combustíveis, o último reajute aconteceu em julho.

Para o titular do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Pará (Sindicombustiveis) a raiz do problema para a escassez na oferta de combustíveis está no crescimento da frota de veículos, que é muito maior do que há oito anos (2006), quando o Brasil era autosuficiente em petrólelo. “A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) facilitou se ter muitos carros na rua, porém a produção de combustível não cresceu da mesma forma”, atentou Ovídio.

Estima-se que este ano, o Brasil tenha um consumo recorde de combustíveis, ultrapassando 30 bilhões de litros. Somente a produção nacional não é suficiente para abastecer o mercado interno. Em consequência, a Petrobrás terá de importar combustíveis – que são comercializados por um valor maior que o praticado no Brasil – e ficará sem recursos para investir na produção, infraestrutura de armazenamento e produção.

Questionado se irá faltar combustíveis nas bombas dos postos, ele reiterou que não e que caso venha a ocorrer, como se teme, será um problema pontual. “Um posto de gasolina vai ter e outro não”, ressaltou. É justamente neste momento que o reajuste de preço poderá surgir, pois este mercado será fortemente regido pela lei da oferta e da procura.

A princípio, os consumidores ainda não sentiram se houve aumento ou não ou se algum posto já aumentou de preço. O empresário Gustavo Uliana, 29, ontem, gastou R$ 99, 41 centavos para encher o tanque do veículo. “É uma maneira de tentar conseguir economizar porque não sabemos ao certo quando a gasolina vai aumentar. Se fosse amanhã, eu ainda terei tanque para usar”, comentou. Contudo, o frentista Délio Quaresma, frisou que já tem motoristas reclamando do valor do litro de combustível.

O presidente do Sindicombustiveis frisa que os donos de postos de gasolina não podem responder pela Petrobras, que precisa conseguir recursos para investir no setor. “O desabastecimento é uma questão de infraestrutra e logística. Belém, por exemplo, não tem um porto para que os navios da Tranpetro venham com a carga cheia, pois podem ficar encalhados. Então eles vem com a metade da capacidade”, desfechou.

(Diário do Pará)

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