Até setembro deste ano, Belém gerou mais de 9 mil novos postos de trabalho formal. Com a chegada do fim de ano, mais vagas devem surgir, no entanto, balanço feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse), especificamente sobre o mês de setembro, mostra que houve queda na geração de empregos formais na maioria das capitais do Norte.
Com base em dados oficiais do Ministério do Trabalho, o Dieese analisou que só em Belém foram 8.045 admissões contra 8.136 desligamentos, gerando um saldo negativo de 91 postos de trabalhos - um decréscimo de 0,03% na geração de empregos. Ano passado a situação foi inversa, com Belém apresentando um saldo positivo de 1.594 postos de trabalhos, entre admissões e desligamentos em setembro.
“De uma maneira geral, o Pará vem gerando cada vez mais empregos. Mesmo com esse recuo, nós somos o 2º maior gerador de emprego da região Norte e o 12º das capitais brasileiras”, afirmou Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese.
Entre os setores econômicos da capital paraense que apresentaram saldos negativos, o principal foi o Agropecuário com saldo negativo de 164. No entanto, o Dieese destaca o Setor da Construção Civil com saldo negativo de 106 postos de trabalho.
“A pesquisa se deu entre as capitais e para o setor da agropecuária, que é típico da área rural, já esperávamos pouca criação de postos. Diferente do setor da construção civil que por volta dos três primeiros meses do ano costuma ter uma desaceleração por conta de alguns fatores como o período de chuvas, mas depois retoma seu crescimento”, diz Sena.
ANÁLISE
Pela análise do Dieese, a maioria das sete capitais da região Norte apresentaram saldos negativos em setembro, com destaque para Palmas (TO) com saldo negativo de 340 postos de trabalho. Mas pelo quadro geral, de janeiro a setembro de 2012, tanto Belém quanto as demais capitais da região Norte apresentaram crescimento no emprego formal.
Em Belém foram 88.567 admissões contra 79.527 desligamentos, gerando um saldo positivo de 9.040 postos de trabalhos - um crescimento de 3,50%. No mesmo período do ano passado, a capital paraense também apresentou crescimento, porém o saldo de postos de trabalhos gerados foi bem maior que o verificado este ano. Naquela oportunidade o saldo foi de 11.105 novos postos.
O setor de Serviços foi o que teve maior saldo positivo – um total de 6.044, seguido do setor do Comércio com saldo positivo de 1.449 postos e da Construção Civil com saldo positivo de 890. “O setor de serviços é um dos carros chefes da economia da nossa capital e o principal na criação de empregos. Ele agrega muitas categorias como o transporte e a educação e por isso, tem poucas chances de cair”, afirma Sena.
No balanço de janeiro a setembro de 2012, todas as capitais da região Norte mostraram crescimento de empregos formais e Manaus (AM) foi a que apresentou a maior geração, com saldo positivo de 10.609 postos de trabalho, seguida de Belém (PA) com 9.040 postos. “O país como um todo cresceu menos. Quando isso acontece, a economia é influenciada e menos empregos são gerados. O cenário de crise internacional tem afetado todos os estados brasileiros”, diz.
Ainda assim, segundo o Dieese, nada indica que o que aconteceu em setembro se repetirá. Uma das razões seria o pagamento do 13º, que deve reaquecer a economia com o aumento do consumo.
Pelo comércio de Belém novos funcionários já estão sendo contratados. “Devemos chamar em torno de 25 pessoas, entre vendedor, repositor e embaladores. Vai dobrar o número de funcionários que nós temos normalmente”, diz Jadison Colares, gerente de uma loja de confecções. Ana Lúcia, dona de uma loja em São Brás, também afirma que contratará mais três funcionários. “É bem provável que pelo menos um fique. Eu já estou com alguns currículos para chamar, o que se destacar fica”.
(Diário do Pará)
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