Por pelo menos três anos o funcionamento da Receita Federal não deve voltar a acontecer no prédio localizado na rua Gaspar Viana, que foi atingido por um incêndio no dia 26 de agosto deste ano. Atualmente, os atendimentos ao público estão sendo realizados no prédio da Alfândega, no bairro do Comércio. Alguns serviços internos estão sendo realizados no aeroporto e na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Sepro).
Desde o incêndio, os serviços no prédio foram totalmente desativados e sem previsão exata de retorno. “A solução a curto prazo é a locação de imóveis pelo período de três anos”, informa Esdras Esnarriaga Júnior, superintendente da Receita Federal da 2ª Região Fiscal. A autorização para a locação dos espaços – concedida pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda – deve ser anunciada em cerca de vinte dias.
Caso a autorização seja concedida, os serviços que funcionam provisoriamente em outros locais, passarão a ser realizados nos futuros espaços locados.
Segundo o superintendente, ainda não há definições sobre o local que abrigará os serviços após esses três anos. “A decisão sobre o que vai ser feito no prédio (da Gaspar Viana) ainda não foi tomada e não cabe à Receita”, diz. Existe ainda a possibilidade de que uma nova sede seja construída. “Já havia um projeto da construção da nova sede, na avenida Júlio César, e isso continua avançando. Estamos no processo de contratação do projeto básico”, afirma.
INCÊNDIO
O incêndio de grandes proporções atingiu o prédio da Receita Federal no mês de agosto. As chamas se espalharam do oitavo ao décimo quinto andar e deixaram um rastro de destruição. Mesmo após 10h do início do incêndio, pedaços de vidro e ferro retorcido ainda caíam do edifício.
“A Receita está toda ancorada em processos informatizados, então a rotina foi logo restabelecida. Os dados ficam em servidores nacionais”, garante o superintendente.
(Diário do Pará)
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