A administradora de empresas, Diana Moraes Neves, que é ex-estudante da Faculdade de Belém (Fabel), que fica localizada na Rua Aristides Lobo, no Reduto, denunciou, ontem, que está há mais de dois anos esperando que a instituição onde ela se formou entregue o diploma a que tem direito.
Segundo ela, a demora para a entrega do diploma está prejudicando a sua carreira e impedindo-a até de procurar um emprego mais vantajoso, porque não tem o documento para provar que se formou. A administradora conta que até mesmo o curso de especialização que ela fez em outra instituição também não tem valor, porque ela só conseguirá o diploma se apresentar o diploma da graduação, prejudicando mais ainda a sua carreira.
A ex-estudante da Fabel afirma que não é só ela que se encontra nessa situação, mas toda a turma (12 estudantes) que se formou em agosto de 2010 e cerca de 150 estudantes de Direito que também se formaram naquele ano, mas ainda estão aguardando o diploma.
Ela diz que todas as vezes que ela ou o pai ligam ou vão até a faculdade sempre recebem uma desculpa para o atraso. “Primeiro era o papel, depois a greve da UFPA (Universidade Federal do Pará, onde são impressos os diplomas)”. Depois simplesmente teriam deixado de atendê-la. “Toda noite eu ligo e nunca fui atendida”. Ela diz ainda que ela e os seus colegas não conseguem tirar a carteira do Conselho Regional de Administração para poderem exercer a profissão.
“São quase dois anos e meio de espera, a nossa paciência já se esgotou”, desabafa a estudante.
Fabel
A assessora da Direção Geral da Fabel, Lidianne Carolinne da Silva Santos, disse que “todo aluno graduado recebe sim o diploma dele” e que os diplomas continuam sendo produzidos. Segundo ela, a estudante nunca teria procurado a faculdade para pedir o diploma. Ela disse que a estudante “pode estar numa situação comprometedora, com alguma pendência”, ou seja, pode ter deixado alguma mensalidade atrasada e este poderia ser o motivo dela não ter recebido o documento até agora.
Lidianne afirmou ainda que a Fabel é aprovada e reconhecida pelo MEC e que recebeu a nota 4 do órgão, a mais alta para as faculdades. Ela sugere que a estudante procure a Ouvidoria da faculdade para resolver a questão.
(Diário do Pará)
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