A desembargadora Francisca Formigosa, do TRT da 8ª Região, determinou, nesta quarta-feira (7), o encerramento da paralisação dos colaboradores da Celpa. Através de nota oficial, a empresa informou que concorda como abono de três dias de trabalho parados, desde que a categoria concorde em cessar imediatamente o movimento.
Ainda de acordo com a nota, a desembargadora também recomendou que a discussão sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) fosse incluída na negociação da data base da categoria, que será realizada ainda em novembro.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, Ronaldo Romeiro, os trabalhadores vão acatar a decisão e voltar ao trabalho na manhã quinta-feira (8). Porém, depois do dia 15 de novembro, os trabalhadores devem retornar a discussão sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e redesenhar pauta de reivindicações.
POSICIONAMENTO
A Celpa alegou, através de nota, que, apesar de ser favorável a distribuição dos lucros, o resultado financeiro da empresa encontra-se negativo. "Não há lucros a distribuir entre os colaboradores. Tampouco foram estabelecidos para 2012 metas que permitiriam uma distribuição justa de lucros a todos os colaboradores", afirmou a empresa.
A empresa ainda afirmou que todos os seus novos recursos estão comprometidos com o Plano de Recuperação Judicial, aprovado pela Justiça, que soma investimentos imediatos de R$ 350 milhões.
“A Celpa chama atenção que, apesar da situação financeira da empresa, não houve atrasos de salários e obrigações trabalhistas aos seus colaboradores", explicou.
ENTENDA O CASO
Cerca de 600 trabalhadores da Celpa, de todo o Estado, paralisaram os serviços e se reuniram na manhã desta quarta-feira (7), em frente à sede da empresa, na rodovia Augusto Montenegro.
Eles pediam o pagamento da primeira parcela da cláusula 10, da Participação nos Lucros e Resultados – PLR 2012, acordado entre o sindicato e a diretoria da empresa, quando ainda estava sob direção do Grupo Rede Energia.
Segundo o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, Ronaldo Romeiro, os manifestantes apenas queria o cumprimento do acordo. “No dia 11 de outubro foi acordado que a rede Celpa pagaria a cada funcionário o valor de R$ 1.500, mas até agora não foi pago”, afirmou. A situação fica ainda mais complicada, pois, segundo o presidente, os funcionários lotados em São Paulo receberam o pagamento, mas quem trabalha no Pará, não.
Nas notas enviadas pela Celpa, durante a tarde e noite desta quarta-feira (7), não foi mencionado pela empresa nenhuma informação ou confirmação sobre o acordo mencionado pelo Sindicato.
A Celpa considerou a paralisação "inapropriada e incompatível com a realidade da empresa".
(DOL)
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