Durante um talk show realizado no 3º Congresso Brasileiro de Mineração da Amazônia, em Belém nesta quarta-feira (7), foi abordado o tema “Mineração e o Desenvolvimento Local e Regional”, em um debate que reuniu o secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Estado do Pará (Seicom) David Leal, o presidente da Mineração Rio do Norte (MRN), Júlio Sanna, o presidente da Anglo American, Paulo Porcha, e o diretor superintendente da Votorantim Metais, Tito Martins.
"Os municípios mineradores devem ter melhor gestão dos recursos provenientes da atividade mineral, preparando-se para o momento em que as empresas que atuam nessa área cheguem ao final de suas operações". A mensagem partiu do secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Estado do Pará (Seicom), David Leal. Ele cita como exemplo Itabira, município de Minas Gerais, que criou um fundo para financiar outras vocações econômicas naquela localidade, prevendo o fim da atividade mineral no município. Para que esse exemplo seja realidade no Pará também, o Governo do Estado está elaborando um plano de mineração próprio. “Queremos dar um choque de gestão nos prefeitos dessas localidades para que tenham condições de utilizar bem os recursos financeiros (arrecadados a partir da atividade mineral)”, justifica o secretário.
Os empresários afirmaram que, apesar dos impactos no meio ambiente, as mineradoras têm seus compromissos de reconstituir o que foi impactado e de evoluir mais nas questões sociais. “A licença social para operar, quem nos dá, é a comunidade”, reflete Paulo Porcha, da Anglo American. Diante desse promissor cenário, o Pará pretende consolidar o seu protagonismo na produção mineral brasileira. “Contaremos com instrumentos mais modernos para a gestão pública mais eficiente”, disse o titular da Seicom.
As questões sociais ocupam a pauta das mineradoras instaladas no Pará, como a MRN, que desde o final a década de 70 opera em Porto Trombetas, região Oeste do Pará, e daquelas que preparam sua chegada ao estado.
Tito Martins admite que as empresas devem se comunicar mais e melhor com as comunidades e os demais públicos de interesse. De acordo com ele, quem está envolvido no processo produtivo tem que entender que nem todo mundo que está “do outro lado” tem a percepção dos fatos.
“Essa é uma lição de casa que devemos fazer”, alerta o presidente da Anglo American, justificando que as pessoas necessitam entender que a mineração é o começo de uma cadeia de valor de produtos essenciais em suas vidas. Júlio Sanna, da MRN, completa que ao dar importância à comunicação e ao diálogo com as partes interessadas, as empresas conseguem se antecipar a questões que podem impactar em seus negócios.
(DOL com informações da assessoria de comunicação do evento)
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