Mesmo com promoções em algumas lojas, os belenenses não começaram a fazer as compras de Natal. O movimento ainda está fraco tanto no Centro Comercial de Belém quanto nos shoppings centers de Belém. Os lojistas esperam que, após o feriado de 15 de novembro, as vendas aqueçam. “Esperamos crescimento de 7 a 9% em relação ao ano passado”, ressaltou Joy Colares, vice- presidente do Sindicato dos Lojistas de Belém (Sindilojas).
Como impulsionador de vendas, o sindicato destaca o aumento no número de empregos; o aumento real do salário de algumas categorias nas negociações coletivas de 2012 e a baixa na taxa Selic. “A taxa de juros da Selic nunca esteve tão baixa, hoje gira em torno de 8%”, argumenta Colares.
Entre os pontos negativos listados por ele, destacam-se o índice de endividamento da população, que indica probabilidade menor de consumo, e a alta no valor do dólar.
“Hoje está mais alto do que nesse mesmo período, em 2011. Isso faz com que os eletrônicos e os importados fiquem mais caros”, explica o vice- presidente do Sindilojas. “Mesmo assim, levando em conta os pontos positivos e negativos, temos um saldo positivo de 7 a 9%”, frisa.
MAIS PROCURADOS
Os eletrônicos são os itens que mais constam na lista de presentes e nos estoques dos lojistas, que esperam que as novidades tecnológicas encantem os consumidores. “A aposta é nos celulares, tablets e smartphones”, considera Colares. A preferência do consumidor mudou nos últimos anos. Até uns cinco anos atrás, o artigo mais vendido para presente era o CD. “Com a pirataria, isso mudou”, justifica o lojista. Brinquedos e confecções, tradicionalmente, têm venda certa.
Logo após o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, as lojas começam a montar a decoração de Natal. Mas não são só os lojistas que costumam preparar a casa para a chegada do Natal. Árvores e luzes são vendidas ainda na primeira semana depois do Círio.
Pela primeira vez na vida, a doméstica Maria Benedita Silva Bahia, 45, vai montar uma árvore de Natal em casa. “Vontade eu sempre tive, mas antes não trabalhava e não tinha dinheiro para comprar”, conta. Com R$10, ela realizou um desejo que nutria desde criança e que vai fazer a felicidade das duas filhas com a árvore de Natal. Maria Benedita não vai parar por ai. “Ainda faltam os enfeites e os piscas- piscas”, diz.
“As vendas de artigos natalinos começaram no final de outubro, para pessoas que independem do 13º salário”, afirma Joy Colares. Segundo ele, os enfeites de Natal são artigos cada vez mais vendidos. “A cada ano esses produtos estão mais baratos, alguns até 500% mais baratos, como os piscas- piscas”.
(Diário do Pará)
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