No ano passado, 21 mil cartas foram recebidas pelos Correios do Pará e mais da metade foi atendida. “Nós estamos otimistas e esperamos que a sociedade acolha a campanha. Temos logística para as entregas”, garante o diretor regional dos Correios. As entregas das cartas iniciam hoje (16) e seguem até o dia 30 de novembro, das 9h às 17h. Na Região Metropolitana de Belém (RBM), a entrega e retirada delas poderão ser feitas na Agência Central; no interior do Estado, nas agências dos municípios.
Na última quarta-feira, foi lança do o Selo de Natal, comemorativo com dois temas. O destinado a pessoa física custa R$0,80 e representa um coral de crianças de várias etnias, envoltas em símbolos natalinos. Já o selo para pessoa jurídica custa R$1,20. Foram confeccionados 300 mil selos para circulação em todo o Brasil. O selo de carta comercial representa a troca de presentes, simbolizada por uma caixa de presente, com cores que remetem a marca do serviço postal brasileiro.
As cartinhas endereçadas ao Polo Norte, com destinatário chamado Papai Noel, que até 20 anos atrás ficavam sem destino certo, podem ser adotadas por qualquer pessoa que queira fazer a alegria de uma criança neste Natal. A Campanha Papai Noel dos Correios 2012 começa hoje e os interessados em apadrinhar uma carta podem ir a Agência Central dos Correios, localizada na avenida Presidente Vargas, e retirar uma cartinha da árvore de Natal. Os presentes serão entregues pelos Correios, gratuitamente. Os Correios esperam receber 30 mil cartas, em todo o Estado.
O lançamento da campanha foi realizado quarta-feira, no Fórum Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJE-PA). Os filhos de pessoas em liberdade condicional ou prisão domiciliar, participantes do Programa Começar de Novo do TJE, escreveram cartas e entregaram ao Papai Noel. Este foi o primeiro ano que a campanha alcançou os presidiários. Anteriormente, era feita em creches e escolas. Manoel Gonçalves, 38, que cumpre liberdade condicional, participou do lançamento da campanha e levou as duas filhas, Yumi Mirian, 2 anos e Nicolle Mirella, 1 ano. “Eu escrevi as cartas e pedi dois velocipes, por que não tenho condições de comprar”, afirmou.
Toda criança de até dez anos pode enviar as cartinhas e qualquer pessoa pode colaborar, seja como “ajudante” ou “padrinho”. As cartas são lidas e selecionadas pelos ajudantes, que as deixam acessíveis aos padrinhos, para que possam adotá-las. Nos últimos três anos, foram recebidas 4 milhões e meio de cartas, sendo que dois milhões se encaixavam no perfil de “adoção” – até dez anos e com pedidos acessíveis. Destas, um milhão e meio foram atendidas.
“Quem faz a campanha não são os Correios, é a sociedade”, ressalta o diretor regional dos Correios, Paulo Sales. Outro objetivo da campanha é instigar a escrita das crianças. “Não aceitaremos cartas digitalizadas. Queremos que as crianças escrevam manualmente”, enfatiza. Os presentes devem ser entregues nas agências onde as cartas foram retiradas e serão entregues na residência das crianças, pelos Correios. O endereço da criança será preservado e não serão permitidas entregas diretas.
(Diário do Pará)
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