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Assessoria não confirma pedido de suspeição a juiz

Após a divulgação da nota de repúdio e solidariedade a Elder Lisboa Ferreira da Costa, Juiz Titular da 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital, pela Associação dos Magistrados do Estado do Pará, o senador da República Mario Couto informou que na manhã desta

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Após a divulgação da nota de repúdio e solidariedade a Elder Lisboa Ferreira da Costa, Juiz Titular da 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital, pela Associação dos Magistrados do Estado do Pará, o senador da República Mario Couto informou que na manhã desta segunda-feira (19), irá protocolar junto ao Tribunal de Justiça do Pará (TJE/PA), um pedido de suspeição do juiz.

Até o momento a assessoria de imprensa do senador ainda não confirmou se o pedido foi feito. Se aceito pelo TJE, o pedido terá o efeito prático de afastar Lisboa do caso com a nomeação de outro juiz para comandar o processo de julgamento do processo da Assemblea Legislativa do Pará. Além disso, até que a ação do senador seja julgada, o processo ficará suspenso.

Na nota da Amepa, Elder Lisboa disse que colocará a disposição da investigação seus sigilos bancário, telefônico e fiscal e pedirá também na manhã de hoje, uma investigação rigorosa do caso pelo Ministério Público, pela Corregedoria, pela Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e pelo Conselho Nacional de Justiça.

O caso

Neste domingo (18), Mario Couto divulgou que possui uma gravação, feita pelo senador, de uma conversa entre ele e o advogado Paulo Hermógenes onde tratam do pagamento de R$ 400 mil que seriam repassados ao juiz para que o senador e a filha, a deputada Cilene Couto, fossem excluídos do processo de julgamento do caso Alepa.

Lisboa foi responsável pela quebra do sigilo bancário da Assembleia Legislativa do Pará e por vários mandados de busca e apreensão que permitiram ao Ministério Público Estadual reunir provas de fraudes na AL. Ao todo, 40 pessoas estão sendo processadas por desvio de dinheiro público por meio de fraudes na folha de pagamento e na contratação de empresas prestadoras de serviço à Assembleia. No último dia 12, o juiz determinou o bloqueio de bens de 39 réus, entre eles Mário Couto.

O advogado Paulo Hermógenes não foi localizado pela reportagem do DOL.

(DOL, com informações do Diário do Pará)

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