Cerca de 40 caminhoneiros que trabalham na área do entorno do Entroncamento, em Belém, ameaçam interditar as vias próximas ao local em protesto contra as seguidas multas que recebem da Companhia de Transporte de Belém (CTBel). Essa interdição pode ocorrer a qualquer momento. Eles alegam que não podem sair da área onde trabalham e que as multas estão prejudicando o sustento deles e das famílias.
Segundo Eurico Tadeu, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos (Sindicam), os caminhoneiros não tem qualquer estrutura para trabalhar, bem como para estacionar no local. Ele informou ainda que com as constantes multas, alguns caminhoneiros, principalmente os vindos de fora do Pará, estão deixando de trafegar na área, o que acarreta interrupção e/ou demora no repasse de determinadas mercadorias, que por sua vez tem o custo mais elevado devido à dificuldade de encontrá-las. Ele informou ainda que o sindicato tem interesse em negociar, em estabelecer um acordo e que após inúmeras tentativas em vão de um acordo com a CTBel, eles já tentam contactar o prefeito eleito Zenaldo Coutinho para tentar solucionar o problema.
Reivindicações
Os trabalhadores do Sindicam reivindicam junto à CTBel a definição de um espaço para carga e descarga e também de um estacionamento. Reivindicam também estrutura no local onde irão parar, como banheiro e um espaço para poder ficar. Segundo Eurico, a paralisação é ainda está sem data definida.
O Caso
Em março deste ano um acordo firmado entre representantes do governo e do Sindicam vetou a circulação de veículos de carga nas ruas do município fora do horário estabelecido no documento.
VIAS PROIBIDAS entre 6H e 21H-
Av. Almirante Barroso; av. Governador José Malcher; av. Presidente Vargas; av. Nazaré; av. Magalhães Barata; rua 15 de Novembro, entre av. Portugal e travessa Frutuoso Guimarães; rua Gaspar Viana, entre travessa Frutuoso Guimarães e av. Presidente Vargas; rua 13 de Maio, entre av. Portugal e av. Presidente Vargas; rua Senador Manoel Barata, entre av. Portugal e av. Presidente Vargas; rua dos Mundurucus; av. Generalíssimo Deodoro; av. Conselheiro Furtado e av. Gentil Bittencourt.
Segundo o acordo, foi mantida a validade do decreto de nº 66.368/2011, que estipula horários e locais para tráfego de caminhões de carga, mas as multas emitidas contra caminhoneiros serão avaliadas e estipulou-se um prazo de 60 dias para a sinalização apropriada nas vias.
Eurico Tadeu ressaltou que muitos dos profissionais vêm de outros estados e desconhecem as leis do município, por isso as infringem. Além disso, as multas e os pontos na carteira colocam sob risco suas habilitações e o exercício da profissão.
A reportagem do DOL está tentando contato com a CTBel, mas ainda não recebemos resposta.
(DOL)
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