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Índios invadem prefeitura para apoiar prefeito

Índios Tembé invadiram a Prefeitura de Santa Luzia do Pará em protesto à sessão realizada na Câmara Municipal, sem convocação e num dia facultado pela prefeitura, apenas para cassar o prefeito Lourival Fernandes de Lima (PT), o Louro, recém reintegrado ao

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Índios Tembé invadiram a Prefeitura de Santa Luzia do Pará em protesto à sessão realizada na Câmara Municipal, sem convocação e num dia facultado pela prefeitura, apenas para cassar o prefeito Lourival Fernandes de Lima (PT), o Louro, recém reintegrado ao cargo. A manobra política teria sido realizada pelo grupo do prefeito eleito Adamor Ayres, às vésperas do repasse financeiro para a Câmara.

A invasão foi para tentar obter o documento de cassação do prefeito Lourival Fernandes. Os índios chegaram à prefeitura às 8h, caracterizados com pinturas e armados com flechas e bordunas, para exigir os documentos sobre a cassação do prefeito e da presidente da Câmara de Vereadores, redigidos durante a sessão, que deixou indignados Louro e Lúcia Machado, bem como o cacique Naldo Tembé, vereador do PT, que coordenou a manifestação em defesa de seu correligionário.

Os índios afirmam que não foram cumpridos os ritos obrigatórios para realizar a sessão que empossou o vice, Zaqueu Salomão. Mas acabaram expulsos da Prefeitura por funcionários e pessoas que chegaram ao local. “Estamos há pouco mais de um mês das eleições, portanto, ainda está todo mundo articulado, o que faz com que rapidamente um grupo ou outro se mobilize mediante as variações das situações políticas”, avaliou o superintente regional da Polícia Civil, Otto Wirtz, que foi de Capanema reforçar a segurança com homens da Polícia Militar. Os índios foram levados à delegacia e à sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Santa Luzia do Pará, enquanto eram hostilizados pelo grupo que apoiava a decissão da Câmara. Naldo Tembé denunciou que não foi convocado para a sessão que cassou o prefeito, e disse que isso contraria a legislação. Depois foram protegidos e embarcaram em um ônibus de volta à aldeia.

Louro foi cassado por improbidade administrativa em fevereiro passado e depois de 270 dias reassumiu o cargo por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STJ), ministro Ari Par Gentler.

(Diário do Pará)

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