A vereadora Milene Lauande (PT) usou o horário da liderança de seu partido, na seção da Câmara municipal de Belém, para defender o partido dos ataques que sofreu por ter criticado o Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do mensalão. Sua defesa ocorreu na manhã desta terça-feira (20).
Segundo a própria vereadora, ela não estava fazendo a defesa do mensalão, mas criticando a subserviência do Legislativo mediante ao Executivo.
"O Legislativo está sempre de joelhos diante do Executivo, sempre numa troca de favores por votos de interesse do Executivo. Isso é muito ruim, mas está sendo praticado. E como é o nome disso? Inventaram esse Mensalão, mas como é o nome disso?”, desabafou Milene.
A petista defendeu ainda uma reforma política no país que inclua o financiamento público de campanhas políticas para por fim à práticas como o Mensalão. Para ela, as críticas do PT foram consistentes porque "o STF cometeu 'n' equívocos, sob a pressão da mídia".
Milene disse também que "90% desses juízes que julgaram o Mensalão foram indicados pelo ex-presidente Lula e pela presidenta Dilma [...]. Isso mostra a forma independente como eles atuaram e o critério que Dilma e Lula usaram para escolher os membros do STF”.
Para a vereadora, agora falta “continuar o julgamento do mensalão na sua origem, o mensalão do PSDB que até hoje ainda não foi julgado”.
Finalmente, criticou ainda o que chamou de “vereador executivo”, que usa das mesmas práticas de poderes do Executivo para conseguir votos da comunidade em troca de limpeza de ruas e projetos sociais, iludindo a população “que não vota na essência” do Legislativo que é fazer leis e principalmente fiscalizar o executivo.
“Precisamos de vereadores independentes que não votem só projetos de interesse do prefeito, mas a maioria da nova representação da Câmara está longe disso", concluiu a vereadora Milene.
(DOL com assessoria)
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